Agentes Comunitários de Saúde fortalecem o cuidado na Atenção Primária em Campos
O trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) é fundamental para garantir o acesso, o cuidado contínuo e a aproximação entre a população e os serviços da Atenção Primária à Saúde. Na UBSF Rio Branco, essa atuação se reflete diretamente na vida das famílias acompanhadas, especialmente daquelas em situação de maior vulnerabilidade.
Presente diariamente no território, o ACS acompanha de perto a realidade das famílias, identifica necessidades, orienta sobre cuidados em saúde e leva as demandas da comunidade para a equipe da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF), fortalecendo o cuidado integral, humanizado e resolutivo.
Para a subsecretária de Atenção Primária, Ana Carolina Xavier, o papel do Agente Comunitário de Saúde é essencial para a organização do cuidado no Sistema Único de Saúde. “É o ACS que conhece as famílias, acompanha os ciclos de vida, identifica vulnerabilidades e traduz as necessidades do território para a equipe da Atenção Primária. Na Estratégia Saúde da Família, o ACS não é apoio periférico: ele é parte central da organização do cuidado, fortalecendo o vínculo, qualificando o planejamento das ações e garantindo que o cuidado chegue de forma oportuna e humanizada a quem mais precisa”, destaca.
Para quem depende desse acompanhamento, a presença do agente comunitário faz toda a diferença. Rosa de Fátima Barreto, cuidadora de sua mãe, Neli Baltazar Barreto, de 89 anos, destaca a importância desse trabalho no dia a dia, principalmente diante das limitações da idosa. “É um trabalho muito importante. No nosso caso, que cuidamos de uma pessoa idosa com muitas dificuldades de locomoção, visão e audição, a presença dos agentes e da equipe nas visitas domiciliares nos ajuda muito. Eles chegam até a nossa casa com atenção e cuidado, e isso faz toda a diferença. Sou muito grata por esse acompanhamento”, relata.
Além das visitas domiciliares, o papel do Agente Comunitário de Saúde vai muito além do que muitas pessoas imaginam. Para a ACS Greicy Pires, da UBSF Rio Branco, o trabalho começa pela escuta e pelo vínculo com a comunidade. “O agente comunitário é o elo entre a comunidade e a UBSF. Nosso trabalho não se resume às visitas; nós escutamos, orientamos e levamos as demandas do território para a equipe, contribuindo para um cuidado mais próximo e humanizado”, explica.
Já a ACS Neilsa Cunha destaca a importância do ACS no acompanhamento contínuo das famílias e na organização do cuidado na Atenção Primária. “Somos profissionais de saúde capacitados para acolher, acompanhar e facilitar o acesso da população aos serviços da unidade. É o agente comunitário que aproxima a realidade do território da UBSF, ajudando a equipe a planejar melhor as ações e acompanhar a saúde das famílias”, afirma.
Atualmente, a UBSF Rio Branco conta com duas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), que atuam de forma integrada. No município, são 286 ACS cadastrados, distribuídos pelas 45 Unidades Básicas de Saúde da Família, fortalecendo a Atenção Primária à Saúde e garantindo que o cuidado chegue de forma mais efetiva aos territórios.

