Lula participa da cerimônia de assinatura de contratos do Programa Mar Aberto
Investimentos somam R$ 2,8 bilhões para construção de navios gaseiros, barcaças e empurradores, além de um potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, nesta terça-feira, 20 de janeiro, no Estaleiro Ecovix de Rio Grande (RS), da cerimônia de assinatura de contratos para a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças. Ao todo, o investimento é de R$ 2,8 bilhões, com potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.
Todas as contratações ocorrem no âmbito do Programa Mar Aberto, que reforça o compromisso do Governo do Brasil e da Petrobras com a retomada sustentável da indústria naval e offshore brasileira, estimulando investimentos, geração de postos de trabalho, qualificação profissional e o fortalecimento do parque industrial nacional.
As embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros de três estados. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande será responsável pela obra dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, construirá as 18 barcaças. Em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense, vai construir os 18 empurradores.
O presidente Lula estará acompanhado do ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, e de outras autoridades.
GASEIROS — A assinatura de contrato é para a construção de cinco navios gaseiros, sendo três embarcações de 7 mil m³ e dois com 14 mil m³ de capacidade. Os navios serão construídos no Estaleiro Rio Grande, podendo gerar até 3.200 empregos diretos e indiretos. O investimento total nessas construções totaliza R$ 2,2 bilhões.
Os novos gaseiros serão até 20% mais eficientes em consumo, reduzirão em 30% as emissões de gases de efeito estufa e estarão aptos para operar em portos eletrificados. O primeiro navio deve ser lançado em até 30 meses após o início das obras, com entregas subsequentes a cada seis meses.
BARCAÇAS E EMPURRADORES — Com investimento total de R$ 628,8 milhões, serão construídas 36 embarcações, sendo 18 barcaças e 18 empurradores. A produção vai garantir maior eficiência logística, segurança operacional e competitividade no fornecimento de combustível marítimo (bunker).
As 18 barcaças serão construídas pelo Estaleiro Bertolini, instalado em Manaus (AM), com previsão de entrega da primeira unidade para 3 meses após o início das obras. Já os 18 empurradores serão construídos no Estaleiro Indústria Naval Catarinense (INC), instalado em Navegantes (SC), com previsão de entrega da primeira unidade 18 meses após o início das obras.
A geração de empregos estimada durante a fase de construção é de cerca de 1.500 vagas diretas e aproximadamente 4.600 vagas indiretas, totalizando aproximadamente 6.100 pessoas envolvidas na construção.
NAVIOS HANDYMAX — Na cerimônia desta terça-feira, também será realizado o acompanhamento da construção dos navios Handymax. O projeto envolve um investimento de cerca de R$ 1,4 bilhão, com potencial para gerar aproximadamente 3,6 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Atualmente, as obras estão em fase inicial, com foco na preparação da infraestrutura fabril.
As quatro embarcações da classe Handymax, com 15 mil toneladas de porte bruto, destinadas ao transporte de produtos na costa brasileira, estão sendo construídas em consórcio pelos Estaleiros Rio Grande (Rio Grande/RS – casco) e Mac Laren (Niterói/RJ – acabamento), ambos habilitados no Fundo da Marinha Mercante (FMM).
MAR ABERTO — O programa Mar Aberto propõe a renovação e ampliação da frota nacional, além de desempenhar papel fundamental na logística das operações e no fortalecimento da indústria naval brasileira, em alinhamento com os objetivos da Transição Energética Justa.
Com aportes estimados em US$ 6 bilhões no período de 2026 a 2030, a iniciativa contempla a construção de 20 navios de cabotagem, além de 18 barcaças e 18 empurradores, bem como a previsão de afretamento de 40 novas embarcações de apoio destinadas à renovação da frota de suporte às atividades de exploração e produção (E&P).

