18 de janeiro de 2026
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Volta às aulas! Especialistas dão dicas de como economizar na compra do material escolar

Pesquisa mostra que gastos com lista impactam 88% das famílias brasileiras que têm filhos estudando

Além das despesas tradicionais do início do ano, como IPTU e IPVA, este período também é marcado pela volta às aulas. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e QuestionPro revela que os gastos com materiais escolares impactam significativamente o orçamento de 88% das famílias brasileiras que têm filhos em idade estudantil. Especialistas ouvidos pelo jornal O DIA dão dicas de como economizar e alertam para os materiais que não podem ser exigidos pelas escolas.

De acordo com o estudo, 84% dos entrevistados afirmam que os preços dos materiais escolares influenciam decisões em outras áreas, como lazer, alimentação ou contas do mês. Na hora de ir às compras, 45% optam pelas lojas físicas, enquanto 39% contam que pretendem comprar também em lojas on-line.

O assessor de investimentos Caio Ignacio diz que, antes de ir às compras, planejar é fundamental. “Faça um checklist do que pode ser reaproveitado, priorize itens críticos para o início das aulas e deixe ‘desejáveis’ para promoções sazonais”, menciona. “Compare por preço por unidade (grama/folha), use cupons, cashback e kits e avalie marcas equivalentes, tendo cuidado com licenças que encarecem sem ganho pedagógico”.

Caio também aponta que comprar em maior quantidade pode ser uma estratégia para conseguir desconto. “Compras coletivas entre pais e negociação à vista em loja física geram poder de barganha; no on-line, atenção a frete, prazo e reputação do vendedor”, diz.

Morador do Rio, Lucas Neves, de 28 anos, costuma seguir essa dica para economizar nas compras do material escolar de sua filha de 5 anos. “Comprar junto com outra pessoa para ter mais descontos é uma estratégia. No meu caso, aproveito meus sobrinhos e compramos juntos. Os itens estão cada vez mais caros, mas existem locais que praticam bons preços, principalmente se houver muita concorrência”, explica.

Já Florence Antunes, de 43 anos, mãe de duas filhas, de 15 e 7 anos, ressalta que uma boa estratégia é evitar as lojas físicas.

“Eu peço bastante coisa na internet, pois na loja física costumamos cair em armadilhas de levar mais do que precisamos. Além disso, as crianças são muito visuais, vislumbram as marcas”, afirma. “A minha dica é encher os carrinhos de compra e ir comparando os preços.”

“Quando elas pedem itens mais caros, sempre prevalece o bom senso. Negocio com elas o custo-benefício, explico desde sempre o valor, mostro o preço, deixo elas sempre por dentro da realidade. Mas, quando é algo que elas já querem, que já vêm pedindo há mais tempo, eu tento atender, na medida do possível!”, frisa.