Ação contra disputas territoriais termina com sete presos em Belford Roxo
Sete suspeitos de envolvimento em disputas territoriais foram presos, nesta quarta-feira (14), no bairro Parque São Bernardo, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O grupo integraria o Comando Vermelho (CV).
De acordo com a Polícia Militar, agentes do serviço de inteligência do 39º BPM (Belford Roxo) identificaram que os homens, que atuam na região do Complexo do Castelar – dominado pelo CV -, planejavam atacar a comunidade Gogó da Ema, controlada pelo Terceiro Comando Puro (TCP).
Ainda segundo a PM, equipes do batalhão fizeram uma ação preventiva e encontraram o grupo na localidade São Leopoldo.
A corporação destacou que os criminosos atiraram contra os policiais, gerando um confronto. Não houve registro de feridos.
Os agentes apreenderam seis pistolas e um drone. De acordo com a PM, o equipamento era utilizado para monitorar a movimentação das forças de segurança e de quadrilhas rivais. A corporação informou que os suspeitos também usavam o drone para vigilância aérea do próprio Comando Vermelho, ajudando no deslocamento de comparsas em áreas dominadas por adversários.
Entre os presos desta quarta, está um homem conhecido como 2F. Ele é apontado como gerente do tráfico da comunidade do Castelar.
Os suspeitos e os materiais foram encaminhados para a 54ª DP (Belford Roxo).
Rotina de violência
A região do Gogó da Ema convive há meses com uma rotina de violência devido a disputas entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro. Em dezembro, traficantes participaram de intensas trocas de tiros na região.
Segundo o Portal dos Procurados, o traficante Raphael Linhares Chagas, o Esquilo, de 30 anos, que era apontado como liderança no Gogó e ligado ao TCP, teria dado um “golpe” em Wallace de Brito Trindade, conhecido como Lacoste da Serrinha, um dos líderes da organização criminosa no estado.
Esquilo teria mudado de facção e passado para o CV. O Portal dos Procurados destaca que outros criminosos da região, insatisfeitos com a liderança de Lacoste, também teriam deixado o TCP. Com Raphael indo para a facção rival, a disputa no Gogó da Ema se intensificou.
Contra Esquilo, consta um mandado de prisão, expedido pela Vara de Execuções penais (VEP), por deixar a prisão e não retornar. Ele cumpria pena por tráfico de drogas.

