Família e amigos buscam respostas sobre morte de homem em saída de festa na Lapa
Familiares e amigos buscam explicações sobre a morte de Leandro Xavier Lima, 33 anos, na saída de uma festa na Lapa, na Região Central, no último dia 27. Segundo testemunhas, ele teria sido espancado na região. A vítima foi socorrida por equipes do Serviço Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, onde teve a morte encefálica confirmada na terça-feira (30).
O sepultamento acontece nesta sexta-feira (2) no Cemitério de Irajá, na Zona Norte, às 16h. Para o enterro, a família chegou a organizar uma “vaquinha”, pois apesar de ser vigilante, ele estava desempregado.
Ao DIA, o operador de serviços técnicos Bruno Vinicios Bernardo, 44 anos, que era amigo de Leandro, relatou que ele deixou o evento sozinho e, após não dar mais notícias, a família passou a procurá-lo em hospitais da cidade.
“Eu também estaria nesse evento, mas não deu pra ir. Então, eu sei que ele foi, ficou até uma certa hora e decidiu ir embora. O pessoal ainda pediu pra ele ficar, mas ele disse que tinha que ir embora, e segundo o que eu soube, ele foi pela Rua do Lavradio. Isso foi no sábado (27), na segunda (29) acharam ele no hospital. Lá, falaram que ele tinha sido esfaqueado, que estava com ferimento de faca no peito e várias perfurações na cabeça”, contou o amigo.
Leandro participava do Baile da Febarj, na Avenida Men de Sá. Na ocasião, ele chegou a aparecer em um vídeo publicado pelos organizadores dançando e cantando.
O psicólogo Gabriel Lima, de 31 anos, afilhado da vítima, destacou que a família busca respostas sobre o que aconteceu com Leandro. São diferentes hipóteses consideradas, incluindo que ele tenha sofrido um latrocínio.
“Os relatos são de que ele quis sair sozinho no final da noite. Esse foi o grande problema na minha visão. Não podemos deixar um amigo sair sozinho de um local tão perigoso como é aquela região ali. Por mais que um amigo possa estar chateado com a gente, precisamos continuar estando junto para sair daquele local da forma mais segura possível. O motivo dele ter ido embora sozinho a gente não sabe. São um milhão de possibilidades. O motivo dele ter ido embora sozinho a gente não sabe. São um milhão de possibilidades. O que a gente precisa é solucionar esse crime, que entendemos como hipótese maior uma uma tentativa de roubo. A gente precisa solucionar esse caso da forma mais rápida possível”, disse.
Ainda segundo Gabriel, o padrinho era uma pessoa muito querida pelas pessoas. O familiar deseja que as autoridades consigam câmeras de segurança para entender o que ocorreu com a vítima.
“Leandro sempre foi um cara super do bem. Flamenguista, gostava muito de hip hop, muito querido aqui em Irajá. Muito bem reputado entre as pessoas também. Entre a família, muito amado. O que a gente espera hoje é resolver esse caso o mais rápido possível para acabar com essa angústia da família. A gente busca entender o que aconteceu para que essa ferida seja um pouco mais cicatrizada”, completou.
Nas redes sociais, a organização informou que a suposta agressão não ocorreu nos arredores da festa. “Temos informações de que ele estava com amigos, nossos inclusive, na porta da Febarj e saiu sozinho de lá. Após isso, não temos mais informações”, afirmou.
Segundo uma testemunha, a vítima estava embriagada no momento em que se despediu. “Eu e mais quatro amigos estávamos com o Leandro na calçada do lado da rua, em frente ao baile, e ele estava muito embriagado quando se despediu de nós. Ele foi contestado por querer ir sozinho, mas insistiu e foi assim mesmo, seguiu andando sentido Lavradio. E ontem ficamos sabendo dos fatos, é uma tragédia”, relatou.
Morador de Irajá, na Zona Norte, ele deixa uma filha de 10 anos. “Ele era uma pessoa muito querida aqui na região, das crianças aos idosos. Todo mundo tinha um carinho e uma consideração muito grande por ele, comoveu muita gente. E assim, ele gostava muito de baile charme, desses eventos. Inclusive, ele estava muito ansioso para estar nesse evento. Enfim, ele era uma pessoa muito querida, tinha uma energia muito boa, você não via relatos de briga, confusão, nada disso. Ele era paizão, filhão também”, lamentou Bruno.
Os amigos acreditam que Leandro possa ter sido vítima de um assalto na Rua do Lavradio. O local costuma ficar deserto e tem uma grande concentração de usuários de drogas.
Procurada, a Polícia Militar informou que não foi acionada para nenhuma ocorrência relacionada ao fato na região.
Já a Polícia Civil ainda não respondeu. Ainda não há informações sobre as circunstâncias que provocaram a morte.

