Vídeo: Bolsonaro é agressor de mulheres e péssimo presidente, diz Omar Aziz

O presidente Jair Bolsonaro deverá prestar depoimento à PF no fim do mês [fotografo] Carolina Antunes / Presidência da República [/fotografo].. Presidente é acusado de genocídio diante da pandemia

Em discurso inflamado na reunião da CPI da Covid desta terça-feira (13), o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), disparou contra Jair Bolsonaro e senadores da base do governo. O senador ficou irritado com a recusa da diretora da Precisa Medicamentos, Emanuele Medrades, de não responder aos questionamentos dos membros da comissão por estar amparada por um habeas corpus. Aziz acabou interrompendo a reunião para entrar com um embargo no STF para que não fosse acusado de “arbitrariedades”, como no caso da prisão de Roberto Dias, ex-membro do Ministério da Saúde acusado de cobrar propina de um dólar por dose da Covaxin.

“Abuso de autoridade são as mortes, é omissão, é ser complacente com governo que não tem um milímetro de solidariedade”, disse. O senador continuou: “Um presidente motoqueiro, que ao invés de ir aos estados e municípios e visitar um hospital ou uma família que perdeu ente querido vai assacar contra os adversários”, defendeu. Omar Aziz afirmou ainda que Bolsonaro é “agressor de mulheres e que adora agredir mulheres, mas gosta de andar de moto. Grande motoqueiro o Brasil tem, péssimo presidente o Brasil tem”.

Mais cedo, Omar Aziz disse que a CPI entraria com uma investigação no Ministério Público sobre desobediência ao habeas corpus por parte da executiva. “É uma pena que o Brasil, com mais de 534 mil mortos, a gente não consiga investigar o mínimo. Ontem foi ouvida na Polícia Federal, na véspera, é concedido habeas corpus. Não querem investigar porque que é que não compramos vacina”, disse.

O senador aproveitou para alfinetar parlamentares da tropa de choque do governo que se mobilizaram durante a prisão de Roberto Dias. “Eu vi aqui uma correria quando aquele cidadão que está envolvido em tudo que é treta no Ministério da Saúde, quando foi dada voz de prisão a ele. Era uma correria do governo até ir lá aonde ele estava detido, membros do governo e aliados do presidente foram lá se solidarizar com uma pessoa que foi exonerada por indício de corrupção. Quem foi lá foi quem defende o governo Bolsonaro aqui dentro”, apontou.

E como se não bastasse, seguiu Aziz, “depois as forças armadas soltam uma nota desproporcional contra mim. Não me intimidam nós vamos investigar. Senhora Emanuele, estou falando para a senhora que iremos tomar estas atitudes caso a senhora não responda”.

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