Vereadora é agredida pela PM em ato contra Bolsonaro no Recife

A vereadora Liane Cirne (PT), do Recife, foi agredida por policiais militares durante protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), neste sábado (29), na capital pernambucana. Viaturas reprimiram manifestantes com balas de borracha e spray de pimenta.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Liane aborda policiais com uma apoiadora. Ela se aproxima da viatura para dialogar com a equipe, porém um agente de segurança dispara spray de pimenta no rosto da vereadora, que cai desacordada no chão.

A vereadora Liane Cirne (PT) tenta impedir repressão policial durante ato contra o presidente Jair Bolsonaro no Recife
A vereadora Liane Cirne (PT) tenta impedir repressão policial durante ato contra o presidente Jair Bolsonaro no Recife

A vereadora Liane Cirne (PT), do Recife, foi agredida por policiais militares durante protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), neste sábado (29), na capital pernambucana. Viaturas reprimiram manifestantes com balas de borracha e spray de pimenta.

Em sua rede social, Liane publicou uma foto em que utiliza seu registro de vereadora para tentar impedir o avanço policial na manifestação, que ocorria de forma pacífica antes da chegada das viaturas de segurança.

“Não me arrependo por um segundo do que fiz. Estou sendo criticada por ser impetuosa. Mas se tenho uma carteira de couro com um brasão da Câmara Municipal, é para isso que ele foi feito! O único carteiraço que vale a pena dar na vida! Fiz e faria de novo!”, escreveu.

Atos contra Jair Bolsonaro liderados por partidos e organizações de esquerda mobilizaram milhares manifestantes em pelo menos 24 estados e no Distrito Federal. Os manifestantes protestam contra a fome e a falta de vacinas, apoiam a CPI da Covid e pedem o impeachment do presidente.

Comandante da PM é afastado

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), afastou o comandante da polícia militar encarregado da operação. O anúncio foi feito em seu perfil no Twitter.

“Determinei a imediata apuração das responsabilidades. A Corregedoria da Secretaria de Defesa Social já instaurou procedimento para investigar os fatos. O oficial comandante da operação, além dos envolvidos na agressão à vereadora Liana Cirne, permanecerão afastados de suas funções enquanto duras a investigação”, afirmou.

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