Vasco vence o Confiança por 1×0

A vitória sobre o Confiança, sábado, em São Januário, foi a terceira consecutiva do Vasco em casa pela Série B. Com o 1 a 0, o time de Marcelo Cabo chegou a seis gols marcados e apenas um sofrido nesse grupo de partidas. A evolução, porém, ficou restrita aos resultados.

O nível de atuação, mais uma vez, foi ruim. Entre a reiterada dificuldade de articulação ofensiva e a fragilidade no sistema de marcação, duas figuras se destacaram e derem esperança ao torcedor de tempos melhores: MT e Gabriel Pec.

MT comemora gol com Cano em Vasco x Confiança — Foto: André Durão

É verdade que o Vasco chegou com seis desfalques e cansado diante do Confiança – na quarta, atuou por 85 minutos com um a menos na derrota para o Goiás. Porém, após abrir o placar, oscilou perigosamente e enfrentou momentos nos quais foi demasiadamente pressionado pelo adversário. O empate só não saiu por erros do time sergipano.

Cabo repetiu a ideia do time no 4-4-2, sistema adotado desde a derrota para o Avaí. Embora lento, o Vasco começou melhor tanto que saiu na frente. Também pelo mérito de Pec, que partiu para cima e fez a jogada do gol de MT: o meia-atacante finalizou de primeira após receber ótima assistência de Marquinhos Gabriel.

Essa pressão no campo ofensivo teima em não voltar aos moldes do que foi feito no começo do ano, mas deu resultado. O problema é que, com a vantagem no marcador, o Vasco deu a bola ao adversário (uma tática legítima e interessante), mas foi pouco intenso (o que permitiu ao Confiança ameaçar). Apenas MT e Pec souberam explorar a tática, com boa ocupação de espaços e velocidade. Gustavo Ramos e Neto Berola ameaçaram e quase igualaram o marcador.

No segundo tempo, Cabo fez uma troca que melhorou o Vasco ligeiramente. Michel saiu, Figueiredo entrou como atacante pela esquerda. No 4-2-3-1, o Vasco teve MT mais recuado pensando o jogo e Figueiredo e Pec abertos. Por poucos momentos, deu certo.

Não durou muito. O Vasco cansou, mas não foi envolvido como no primeiro tempo mesmo que tenha tido apenas 40% da posse de bola. E, como desperdiçou as chances criadas, deixou de matar o jogo. Pelo menos manteve o resultado, chegou aos 13 pontos e se aproximou do G-4 às vésperas de uma sequência contra rivais direitos: Sampaio Correia, Coritiba e Náutico.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: