Vasco cede empate ao Goiás pelo Campeonato Brasileiro

Guarin faz gol contra o Goiás — Foto: André Durão

Você muito provavelmente já ouviu por aí, em uma conversa com amigos, que time que recua está chamando o adversário para o seu campo. Frases populares à parte, foi exatamente isso o que aconteceu com o Vasco no empate em 1 a 1 com o Goiás, em São Januário, nesta segunda-feira, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Depois de abrir o placar ainda no primeiro tempo, o Vasco recuou, mas o que mais chamou atenção foi a dificuldade para encontrar contra-ataques, uma das principais qualidades da equipe comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. O recuo custou caro: de tanto insistir, o Goiás empatou no último minuto, com um gol contra do zagueiro Henríquez.

Independentemente de resultado, o Vasco apresentou mais uma variação tática sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, mas não conseguiu manter o nível de atuação nos dois tempos em São Januário. Veja, abaixo, a análise do empate:

Começo disperso

Depois de um clássico eletrizante e com as atenções ao máximo, o Vasco entrou em campo contra o Goiás e parecia não estar na mesma voltagem. Mesmo com quatro homens no meio de campo, exatamente os mesmos que atuaram contra o Flamengo (Raul, Guarín, Richard e Marcos Júnior), o Cruz-Maltino sofreu para parar o adversário.

O Goiás chegou a acertar a trave e chegar com perigo em outras oportunidades, apesar de o Vasco ficar com a posse de bola e tentar ter o controle. Os visitantes apostavam na velocidade dos jogadores de lado e quase viram resultado, mas as boas defesas de Fernando Miguel e a sorte (com a trave) livraram o Cruz-Maltino.

A mesma raça

Independentemente do futebol apresentado, o que novamente não faltou ao Vasco nesta segunda-feira de bola rolando foi vontade. Assim como contra o Flamengo, lances disputados, divididas e até corridas… Os jogadores do Cruz-Maltino ganharam quase todas e compensaram a falta de inspiração com raça.

O próprio lance do gol de Guarín é um exemplo de luta. O volante recebe na área, protege, finaliza, protege de novo e aproveita o rebote para abrir o placar em São Januário.

Mudança dos atacantes

Apesar de, no papel, a escalação ter sido praticamente a mesma do empate em 4 a 4 com o Flamengo, na prática foi diferente. Contra o rival, na rodada passada, o Vasco jogou num 4-4-2 clássico, com dois atacantes mais centralizados, não abertos. Diante do Goiás, Luxemburgo montou a equipe, quando atacava, com Rossi pela direita, Marrony centralizado e Marcos Júnior pela esquerda.

Quando se defendia, porém, o Vasco voltava para o 4-4-2, com duas linhas de quatro e Rossi e Marrony mais avançados. O meio teve Raul, Richard, Guarín e Marcos Júnior quando o Cruz-Maltino não tinha a bola.

Queda no segundo tempo

À frente no placar, o Vasco não soube aproveitar o espaço dado pelo ofensivo Goiás no segundo tempo. O principal contra-ataque cruz-maltino foi puxado por Ribamar, que tocou para Rossi já dentro da área, mas o camisa 7 chutou na trave. Durante quase todo o restante do tempo, na segunda etapa, os comandados de Vanderlei Luxemburgo só se defenderam.

O Goiás, na sua tentativa de buscar o empate, pressionava e até chegou a marcar, mas o gol foi anulado. No fim, foi premiada a equipe que mais atacou durante quase toda a partida, mesmo fora de casa, após uma lambança generalizada da defesa cruz-maltina, com rebatida para trás de Richard e gol contra de Henríquez.

E os contra-ataques?

Treinado por Luxemburgo para ser forte nos contra-ataques, o Vasco não conseguiu aproveitar uma de suas principais características. Contra o Goiás, o Cruz-Maltino abusou de chutões para tirar a bola da zaga, mas na falsa tentativa de aliviar a pressão apenas desperdiçando oportunidades de atacar o adversário.

Ao contrário das partidas recentes, o Vasco não conseguiu segurar a bola no ataque para evitar a pressão do Goiás ou chegar ao segundo gol. Em São Januário, a sensação era de que a qualquer momento o gol dos visitantes sairia. E saiu.


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