Vacina da Pfizer tem 64% de eficácia contra variante Delta em Israel

A eficácia da vacina da Pfizer/BioNTech para prevenir a infecção pela covid-19 caiu de 91,2% para 64% em Israel desde março, em meio à disseminação da variante Delta do coronavírus, identificada pela 1ª vez na Índia. A informação foi divulgada nesta 2ª feira (5.jul.2021) pelo Ministério da Saúde de Israel, segundo informou o jornal israelense Haaretz.  No começo da vacinação no país, em março, o imunizante tinha 99% de eficácia na prevenção de casos sintomáticos de covid.

A vacina, no entanto, continua efetiva na prevenção de hospitalizações e sintomas graves: tem eficácia de 93%. A OMS (Organização Mundial de Saúde) exige uma eficácia de ao menos 50% para que imunizantes sejam usados contra a covid-19.

A queda na eficácia não deve demandar a aplicação de uma 3ª dose da vacina, de acordo com as autoridades de saúde do país.

Estudo da Universidade Hebraica, de Israel, conclui que a vacina da Pfizer tem eficácia de 70% contra a variante Delta. O dado foi reportado pelo jornal The Times of Israel no domingo (4.jul).

O valor está dentro do esperado pela BioNTech. Testes feitos pela empresa de biotecnologia alemã no final de maio apontaram uma eficácia do imunizante de 70% a 75% contra a variante Delta.

A OMS apontou que a variante indiana tem risco de mais transmissibilidade e características que podem tornar as vacinas menos eficazes.

A presença da variante fez o governo de Israel voltar atrás na flexibilização de medidas de restrições contra o coronavírus no final de junho. Entre as regras impostas, está a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados. Segundo o The Wall Street Journal, cerca de metade das pessoas infectadas já havia sido vacinada com o imunizante da Pfizer. Autoridades de saúde do país acreditam que 90% das novas infecções tenham sido causadas pela variante Delta.

Especialistas do país afirmaram que os menores de 16 anos, que, na sua maioria, ainda não foram vacinados, são responsáveis ​​por aproximadamente 50% dos novos casos. Por esse motivo, o governo decidiu expandir a campanha de vacinação para abranger crianças e adolescentes de 12 a 15 anos.

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