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Turista de 71 anos morre pisoteado por um elefante no Zimbábue

Um turista sul-africano de 71 anos morreu pisoteado por um elefante em um parque nacional no Zimbábue, disse nesta quinta-feira (14) a agência de gestão de parques do país. É o segundo ataque como esse em dias —houve um outro, em um outro parque, recentemente.

O filho do homem estava presente e viu seu pai ser morto.

Uma elefanta sem presas de marfim foi para cima dos dois quando eles caminhavam pelo parque, disse Tinashe Farawo, o porta-voz da Autoridade de Controle de Parques e Fauna do Zimbábue.

O incidente aconteceu no parque de Mana Pools, que fica na várzea do rio Zambezi. É uma região com pântanos e muitos animais.

A vítima é Michael Bernard Walsh, um médico veterinário da Cidade do Cabo. Ele conhecia bem o parque: ele visitava o local quase todos os anos há 35 anos.

Ele e o filho estavam a cerca de 40 metros de distância do carro deles quando a aliá os atacou. Walsh, de 71 anos, não conseguiu chegar no carro a tempo.

Aumento da população de elefantes

O porta-voz afirmou que há preocupação porque em uma semana essa é a segunda vítima: o coordenador de um grupo contra caça ilegal foi pisoteado até a morte por um elefante perto de Victoria Falls, também no Zimbábue. Essa outra vítima era Clever Kapandura. Ele estava em campo investigando se tinha havido mortes ilegais de elefantes. Um elefante se aproximou correndo dele, o levou e o matou.

Nos últimos anos houve aumento dos casos de conflitos entre animais e humanos. Mais de 40 pessoas morreram dessa forma nos parques do Zimbábue ou em áreas rurais do país só em 2021, disse Farawo.

Nessa época do ano, o clima no parque de Mana Pools é quente e úmido, e há menos comida e fontes de água para os animais.

Por isso, uma parte dos bichos se aventura até locais onde há comunidades de pessoas.

Estima-se que haja cerca de 85 mil elefantes no Zimbábue. Botsuana, um dos países vizinhos, tem cerca de 130 mil elefantes. São as duas maiores populações do animal no mundo.

Os governos dos dois países já afirmaram que têm dificuldades com o número crescente de elefantes e fazem pressão política para poderem vender o marfim que foi apreendido de caçadores ilegais. Eles afirmam que o dinheiro iria justamente para áreas de conservação.https://5ac8cfe9aa5223e3134c1e7203e311c9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Outros países, especialmente o Quênia, são contra qualquer tipo de venda de marfim.

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