Tribunal vê indícios de uso de CPFs de pessoas mortas para receber vacina

O Tribunal de Contas de Mato Grosso investiga o uso de CPFs de pessoas mortas para furar a fila da vacinação contra a covid-19 no Estado. A investigação é feita por meio do cruzamento de informações de várias bases de dados, como o Sistema de Informações de Mortalidade, comparadas à lista de pessoas vacinadas.

Até esta 3ª feira (20.abr), o cruzamento mostrou que 27 pessoas de 22 municípios de Mato Grosso foram vacinadas com os nomes de homens e mulheres que já morreram. O Tribunal de Contas aguarda as manifestações dos municípios para entender o que aconteceu.

Além da hipótese de uso irregular de documentos de pessoas mortas, há a possibilidade de falha nos registros ou vacinação de pessoas que têm nomes parecidos ou iguais.

O Tribunal de Contas fiscaliza a vacinação em Mato Grosso por meio da Secretaria de Controle Externo de Saúde e Meio Ambiente. O objetivo é avaliar se a aplicação das doses é realizada nos grupos prioritários definidos no Plano Nacional de Imunização.

Resultados como os de pessoas vacinadas com nomes de mortos são preliminares e tratados como indícios de irregularidades. A conclusão sobre esses casos só é possível depois das manifestações dos responsáveis pelas campanhas nos municípios.

Em março, a CGU (Controladoria Geral da União) identificou, em uma 1ª rodada de análises da vacinação no país, cerca de 50.000 inconsistências. O número representa 0,5% do total de doses consideradas no universo de análise.

Entre as inconsistências apontadas na ocasião havia casos de vacinas aplicadas em pessoas que aparecem como mortas no Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde.

O Estado de Mato Grosso registrou até essa 2ª feira (19.abr) o total de 344.792 infecções pelo coronavírus e 9.168 mortes pela covid-19. O Estado está em 3º lugar em mortes por milhão, ficando atrás apenas do Amazonas e de Rondônia.

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