Taxa de contágio caiu de 2,81 para 0,98 em 4 meses

O Brasil foi apontado em abril, pelo Imperial College, como o país com a maior taxa de contágio do novo coronavírus no mundo. O índice, na ocasião, era de 2,81. Agora, o país reduziu a menos da metade este índice, chegando a 0,98.

O ritmo de transmissão da Covid-19 está em desaceleração no Brasil pela primeira vez desde abril. Segundo dados do Imperial College, de Londres, a taxa de contágio (Rt) registrada no país na semana que começou no último domingo foi de 0,98 — o número indica para quantas pessoas, em média, cada infectado transmite o vírus.

O valor significa que cada 100 pessoas contaminadas estão transmitindo o novo coronavírus para outras 98, que, por sua vez, passam a doença para 96, que passam para 94, e assim por diante, levando a uma desaceleração do contágio. A boa notícia, no entanto, demanda cautela, já que a situação brasileira ainda não está classificada como estabilizada e pode voltar a subir, caso medidas de prevenção não sejam respeitadas, como o uso de máscaras, o distanciamento social e a higiene frequente das mãos.Grafite em muro na Penha, na Zona Norte do Rio, alerta para o perigo do novo coronavírus

Em julho, o país apresentou taxa de 1,01, uma situação definida como “fora de controle”. Segundo especialistas, as epidemias só começam a ser controladas quando o Rt fica abaixo de 1.

De acordo com o último levantamento da instituição londrina, o Chile é o único país da América Latina com Rt mais baixo que o do Brasil: 0,85. O Paraguai passou a ser monitorado, registrando taxa de 1,95.

Esta também é a primeira vez desde abril que o Brasil deixou de ser o líder em estimativas no número de mortes semanais. Agora, o primeiro lugar está com a Índia, onde são estimadas 7,2 mil mortes por semana, segundo o Imperial College. Por aqui, a expectativa é de que os óbitos cheguem a 6,9 por semana. Os Estados Unidos, país mais atingido pela pandemia até agora, têm metodologia diferente e, por isso, não entraram no cálculo da instituição.

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