Taj Mahal reabre em meio à queda de casos de Covid na Índia

Grupo de turistas tira fotos no Taj Mahal, no dia da sua reabertura aos visitantes, após autoridades reduzirem restrições para combater a Covid-19 em Agra, na Índia, em 16 de junho de 2021 — Foto: Money Sharma/AFP

Ponto turístico mais visitado da Índia, o Taj Mahal reabriu nesta quarta-feira (16) graças a um recuo no número de casos de Covid-19 no país e ao relaxamento das medidas de restrição para frear o contágio do vírus.

O majestoso mausoléu de mármore branco ficou fechado por dois meses em Agra, no estado de Uttar Pradesh, em meio a uma devastadora segunda onda da pandemia no país.

“Estou feliz por poder ver isso, é incrível”, disse, maravilhada, a brasileira Melissa Dalla Rosa, que vive na Índia, à agência de notícias France Presse.

Alguns guias turísticos e comerciantes se diziam otimistas com a reabertura do monumento, embora as autoridades tenham limitado o número de visitantes a 650 por dia. Em tempos normais, multidões se aglomeram no local.

“A segunda onda passou. Se a terceira vier, vai acabar comigo”, desabafou Lucky Feizan, um comerciante de 20 anos que trabalha no local. O turismo é o motor econômico de Agra.

O monumento funerário já havia sido fechado em março de 2020, quando foram registrados os primeiros casos de Covid-19 na Índia, e reabriu em setembro.

O Taj Mahal foi construído entre 1631 e 1648, por desejo do imperador Shah Jahan, da dinastia mogol, para lembrar de sua esposa favorita que havia morrido. O monumento é patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Covid-19 na Índia

Há semanas, o número de casos diários de covid-19 vem diminuindo, o que levou as grandes cidades, como Nova Délhi e Mumbai, flexibilizarem suas restrições.

Nas últimas 24 horas, a Índia registrou 62.224 novos casos de covid-19. No total, o país acumula 379.573 mortes e 29,63 milhões de casos desde o início da pandemia. Especialistas estimam, no entanto, que os números reais sejam bem maiores.

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