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Suspeito de matar ex, traficante do Rio é proibido de deixar país

Suspeito de torturar e matar uma ex-namorada por não aceitar o fim de um relacionamento, o traficante Dalton Luiz Vieira Santana, o DG, está proibido oficialmente de deixar o país. O juiz Alexandre Abrahão, do 3º Tribunal do Júri determinou, no último dia 29, que a Polícia Federal (PF) inclua o mandado de prisão de DG, expedido pelo Tribunal de Justiça por conta da morte de Bianca Lourenço, de 24 anos, no Sistema Nacional de Procurados e Impedidos (Sinpi).

Controlado pela PF, o Sinpi é uma espécie de cadastro digital que contém os nomes de pessoas proibidas de embarcar em portos e e aeroportos e de cruzar a fronteira por conta de problemas com a Justiça.

Além de DG, que segundo a polícia controla o comércio de drogas na favela Kelson’s, na Penha, na Zona Norte do Rio, dois bandidos suspeitos de participação no mesmo crime também foram incluídos na listagem: Enzo da Cunha Costa e Silva, o Da Mamãe KS, e Edgar Alves de Andrade, o Doca. A exemplo de DG, os dois tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça. Da Mamãe é suspeito de participar diretamente do sequestro e da execução de Bianca. Chefe do tráfico do Complexo da Penha, Doca teria permitido que a vítima fosse torturada e assassinada em seus domínios. O crime teria ocorrido num local conhecido como Vacaria. Bianca foi vista com vida pela última vez no dia 3 de janeiro.

Moradora da Baixada Fluminense, ela havia sido convidada por amigas da comunidade para uma festa e acabou indo dormir na casa de uma delas, na favela Kelson’s. Dalton soube que ela estava na favela e a levou à força do local, de acordo com as investigações da Polícia Civil. O corpo da vítima foi localizado dia 12 de janeiro em um tonel que foi encontrado boiando em uma praia da Ilha do Governador, na Zona Norte.

Num dos trechos do despacho que justifica a decretação da prisão de DG, o juiz Alexandre Abrahão descreve como o assassinato aconteceu. “…O crime foi cometido, ainda, com emprego de tortura, havendo os denunciados efetuados diversos cortes no rosto e nos glúteos da vítima antes de matá-la”, escreveu o juiz.

Este não é o único delito pelo qual DG responde. Em nome do bandido há, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, outros cinco mandados de prisão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A última prisão preventiva de DG foi decretada, no dia 13 de maio deste ano, por crimes de roubo, extorsão e organização criminosa.

Ameaças

Nesta investigação, DG é acusado de chefiar a quadrilha de traficantes da Kelson’s e de ordenar roubos de carga, além de praticar extorsões contra comerciantes do Mercado São Sebastião, na Penha. Para permitir que empresas continuassem funcionando no local, o bandido estaria exigindo o pagamento de valores que variam entre mil reais e R$ 5 mil.

Em um dos casos, ocorrido em fevereiro deste ano, o bando chegou a ameaçar funcionários de uma empresa para receber uma taxa de segurança estipulada em R$ 2 mil. Pelo menos quatro empresários confirmaram terem sido extorquidos pela quadrilha de DG.

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