Suprema Corte dos EUA manda Trump entregar declaração de imposto de renda

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o ex-presidente Donald Trump deve entregar seus registros financeiros relacionados ao imposto de renda a promotores do Estado de Nova York. A decisão publicada nesta 2ª feira (22.fev.2021) dá prosseguimento ao processo que investiga suposta fraude financeira por parte do republicano.

O procurador Cyrus Vance, de Manhattan, investiga indícios de que a empresa Trump Organization tenha falsificado documentos fiscais. O objetivo seria esconder o pagamento de subornos com verba eleitoral da campanha presidencial de 2016.

Trump tentou manter seus registros de impostos sob sigiloso enquanto era presidente dos Estados Unidos. A última tentativa foi em 7 de novembro, quando o próprio ex-presidente levou o caso à Suprema Corte para que suas informações fiscais fossem consideradas sigilosas.

Em setembro de 2020, uma reportagem do jornal New York Times mostrou que Trump não pagou imposto de renda em 10 dos últimos 15 anos. E, mesmo quando pagou, a quantia não era proporcional ao tamanho de sua fortuna, avaliada em US$ 2 bilhões.

Com a decisão dos juízes de que esses dados podem ser divulgados, a investigação pode prosseguir para averiguar alegações de fraudes por parte de toda a família Trump. Em 2018, o ex-advogado da família Michael Cohen alegou que em diversas ocasiões crimes financeiros e bancários foram cometidos por Trump.

Na época, Cohen estava sendo preso por confessar que pagou o silêncio de duas mulheres que acusavam Trump de adultério. Durante seu depoimento, ele forneceu informações sobre como Trump alterava seus ativos financeiros para entrar na lista dos homens mais ricos da revista Forbes, mas também fazia o mesmo para pagar menos impostos.

Caso Trump seja condenado por fraude financeira e bancária, sua empresa pode sofrer punições econômicas do governo norte-americano. Pela lei de Nova York, a adulteração de documentos é punida ainda com até 1 ano de prisão.

A pena, no entanto, pode aumentar se os promotores provarem que a falsificação foi cometida para esconder crimes mais graves. Por isso, os procuradores não descartam que um inquérito criminal possa ser aberto contra o ex-presidente Trump.

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