Superintendência acompanha caso de intolerância religiosa em Belford Roxo

Mais um caso de intolerância religiosa no Estado do Rio de Janeiro. O sacerdote de candomblé, Pai Natan de Oxaguiã, do Ilê Àsé Babá Min Okan Fun Fun, que fica em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, registrou ocorrência na quarta-feira (10), na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) contra Gledson Lima, pastor da Igreja Tenda dos Milagres, também em Belford Roxo.
O caso aconteceu no último domingo dia (07). Em um vídeo que circula na internet, o pastor destrói oferendas feitas por Pai Natan e pronuncia palavras que incitam o ódio e descontextualizam valores das religiões afro-brasileiras.
Em seguida, a vítima foi recebida pela Superintendência Estadual de Promoção da Liberdade Religiosa, onde foi encaminhado para o NAVIR (Núcleo de Atendimento às Vítimas de Intolerância Religiosa) de Nova Iguaçu. Pai Natan recebeu atendimento psicológico, assessoramento jurídico e apoio de assistência social.
“O episódio ocorrido esta semana em Belford Roxo, é um exemplo de racismo religioso. Ao demonizar e ao atacar práticas de religiões afro-brasileiras, o pastor descontextualiza outras matrizes”, afirma Márcio de Jagun, superintendente de Liberdade Religiosa.
No Navir Nova Iguaçu, às vítimas de intolerância religiosa encontram auxílio psicológico, jurídico e social. Os interessados podem marcar um atendimento presencial através do telefone (21) 3892-3985.
“É inadmissível que casos como este ainda aconteçam no Estado do Rio de Janeiro. Trabalhamos intensamente através da Superintendência de Liberdade Religiosa, oferecendo apoio e acolhimento a essas pessoas que são afetadas de forma cruel pela intolerância religiosa”, afirma o secretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Bruno Dauaire.

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