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Simone Biles envia carta ao Congresso e pede dissolução no Comitê Olímpico dos EUA

Um mês depois de testemunhar em um painel do Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos sobre os erros do FBI, Simone Biles se juntou às ex-ginastas McKayla Maroney, Aly Raisman e Maggie Nichols para enviar uma carta ao Congresso americano nesta semana. O grupo pede a dissolução de toda a diretoria do Comitê Olímpico e Paralímpico americano (USOPC) por causa dos crimes de abusos sexuais cometidos por Larry Nassar, ex-médico da equipe americana de ginástica artística.

Simone Biles dá depoimento no Senado dos EUA — Foto: Graeme Jennings-Pool/Getty Images

Na carta endereçada aos senadores Richard Blumenthal e Jerry Moran, as quatro ginastas, que estão entre as mais de 200 vítimas de Nassar, afirmam que a principal prioridade do USOPC era “ocultar a culpabilidade e evitar a responsabilização”.

– A diretoria do USOPC não tomou nenhuma ação investigativa depois de saber que Nassar era um agressor. Fazemos esse pedido após anos de paciência, deliberação e compromisso não correspondido para aprender com nosso sofrimento e tornar o esporte seguro para as gerações futuras. Acreditamos que as ações anteriores da diretoria demonstram uma relutância em confrontar os problemas epidêmicos com abusos que atletas como nós enfrentamos e uma recusa contínua em buscar uma reforma verdadeira e necessária do quebrado sistema olímpico – afirma a carta.

Aly Raisman, Simone Biles, McKayla Maroney e Maggie Nichols no Congresso americano — Foto: Saul Loeb - Pool/Getty Images

Desde agosto de 2020, o Congresso dos Estados Unidos tem o direito de dissolver a diretoria do USOPC caso encontre evidências de que a organização não está cumprindo seu propósito.

– Acreditamos que é hora de o Congresso exercer sua autoridade sobre a organização que criou, substituindo toda a diretoria do USOPC por uma liderança disposta e capaz de fazer o que deveria ter sido feito há muito tempo: investigar com responsabilidade o problema sistêmico de abuso sexual dentro das organizações olímpicas, incluindo o USOPC, e todos os esforços para escondê-lo – afirmou a carta.

Em comunicado enviado à agência de notícia “Reuters”, o USOPC defendeu a forma como está lidando com o caso de Larry Nassar, alegando que implementou as reformas de governança mais abrangentes das duas últimas décadas.

– A carta endereçada ao Congresso ressalta sua preocupação. Reconhecemos a coragem das atletas sobreviventes que continuam a apresentar essas questões. A carta faz referência a questões que o USOPC tem abordado por mais de dois anos e o trabalho que continuamos a fazer todos os dias – afirmou o comunicado do USOPC.

Em fevereiro de 2018, Larry Nassar foi condenado a até 360 anos de prisão por ter molestado 265 mulheres. As vítimas ainda buscam reparação da USA Gymnastics (Federação Americana de Ginástica) e do Comitê Olímpico Americano

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