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Sem poder de barganha, Vasco vê Marrony engrossar lista de joias vendidas no mercado nacional

Negociar joias é algo primordial para garantir superávits e saúde financeira interessante dentro dos clubes. A meta é sempre exportar talentos para potências que possam pagar em euros ou dólares. Recentemente, duas grandes promessas se encaixaram nesse perfil: o volante Douglas Luiz, transferido para o Manchester City em 2017, e o atacante Paulinho, negociado com o Bayer Leverkusen um ano depois. O Vasco, porém, tem se acostumado a vender na moeda local.

Vendido ao Atlético-MG na segunda-feira, Marrony engrossou a lista de talentos que o o clube de São Januário tem perdido para concorrentes do mercado nacional nesta década por conta da dificuldade financeira que atravessa – a direção, ao menos, manteve a posição e foi atendida na ideia de receber à vista. Os cariocas venderam 56% dos direitos econômicos do atleta de 21 anos (preservaram 14%) por R$ 16,4 milhões, dinheiro que será destinado ao pagamento de salários atrasados.

Relembre outros casos recentes:

Dedé (2013)

Talvez o jogador mais exaltado pela torcida vascaína na atual década, o zagueiro Dedé, à época às vésperas de completar 25 anos, saiu por preço bastante questionável em 2013.

Dedé é um dos maiores ídolos vascaínos na década — Foto: Marcelo Sadio / Vasco.com.br

Chamado de “Mito” e peça-chave na excelente temporada de 2011, em que o Vasco foi campeão da Copa do Brasil, vice no Brasileiro e semifinalista na Copa Sul-Americana, o defensor rendeu cerca de R$ 14 milhões aos cofres do clube.

Idade, protagonismo, força física e participação ativa em todas as partes do campo faziam o Vasco contar com transferência de peso para a Europa. O Milan era um dos gigantes interessados, por exemplo, e esteve na cola do defensor entre 2011 e 2012. A ida para o Cruzeiro por um bem valor reduzido em relação ao esperado causou revolta na torcida.

Marlone (2014)

Mesmo bem menos badalado do que Dedé em função de não ter repetido no profissional o destaque apresentado na base, o meia Marlone, então com apenas 21 anos, era tido como jogador com potencial para render uma transferência vantajosa para o Vasco. Principalmente por conta de ser tão jovem.

Não foi bem assim. Novamente o Cruzeiro apareceu, e o esforço foi bem menor. Pagou R$ 3,2 milhões por 60% dos direitos econômicos.

Apesar da campanha ruim do Vasco nesse Brasileirão, Marlone vem se destacando  — Foto: Marcelo Sadio/Flickr Vasco
Luan (2017)

Prata da casa e integrante do grupo que conquistou a medalha de ouro na Olimpíada do Rio, em 2016, o zagueiro Luan, à época aos 23 anos, foi outro valorizado atleta que não encheu os cofres do Vasco ao trocar o clube por outro rival.

Luan Vasco VR — Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco da Gama

A transferência para o Palmeiras rendeu R$ 10 milhões, e o pagamento, realizado pela Crefisa, deu-se em cinco parcelas fixas de R$ 2 milhões.

Vale lembrar que Luan teve seu nome constantemente ligado à Udinese, da Itália, mas acabou como mais um caso de venda dentro do mercado nacional.

Mateus Vital (2018)

Meia a exemplo de Marlone e também destaque na base, Mateus Vital também não chegou a explodir no profissional, mas chamou atenção na temporada de 2017.

Mais uma vez, a estimativa dentro do Vasco era uma transferência para o mercado internacional, mas aí não apenas a fragilidade financeira fez o clube perder um ativo a preço de banana (cerca de R$ 8 milhões). A desorganização institucional pesou.

Vital foi vendido na última semana de Eurico Miranda como presidente do Vasco. O Corinthians o anunciou oficialmente em 16 de janeiro de 2018, e Alexandre Campello foi eleito na madrugada do dia 20.

Vasco x Ponte Preta São Januário Mateus Vital gol — Foto: André Durão/GloboEsporte.com

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