Segurança Presente promove reencontro de pessoas em situação de rua com famílias

“Nós somos agentes de transformação”. Foi com essa frase que a coordenadora do Núcleo de Serviço Social da Operação Segurança Presente, Gilvania Coutinho, começou a contar como o trabalho das assistentes sociais vem mudando a vida de centenas de pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade.  

– Promover a reinserção familiar dessas pessoas que estão na rua é extremamente gratificante. Fazemos um trabalho em conjunto com a família antes. Notamos, muitas vezes, que diversas pessoas que estão vivendo nas ruas vieram de outros estados para tentar mudar de vida e, por não terem conseguido, ficam com vergonha da família que ficou longe e passam a viver nas ruas – conta Gilvania, acrescentando que o projeto já ajudou mais de 300 pessoas a voltarem para o seio familiar.  

O acolhimento à população de rua para a reinserção no núcleo familiar inicia-se com um primeiro contato em que é feita uma entrevista junto à assistente social para saber se a pessoa possui documentos, emprego, acesso à saúde, entre outros direitos básicos garantidos pela Constituição federal. A partir daí, começa uma relação de confiança entre o assistido e a equipe de serviço social da Operação Segurança Presente.  Em um segundo momento, os assistentes sociais promovem a aproximação com a família. O processo é lento e delicado, justamente para não haver reincidência de essas pessoas pararem nas ruas novamente. Depois de todo o trabalho realizado, a viagem é custeada em parceria com a ONG Vidas Invisíveis e rede de voluntários.  

Segurança Presente na praça Nelson Mandela, em Botafogo. Janaina Souza – assistente Social ( esquerda) Gilvania Coutinho – coordenadora de serviço social do segurança presente (direita)

– Esse reencontro muda a vida de toda uma família. Temos contatos com algumas pessoas que ajudamos, e muitas delas já casaram, tiveram filhos, estão no mercado de trabalho. Esse retorno do nosso trabalho não tem preço. Eu quero fazer a diferença na vida das pessoas e sinto isso quando consigo realizar essas aproximações e acompanhar as histórias de vida das pessoas – finaliza Gilvana.

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