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Secretários de Saúde pedem restrições para evitar a variante indiana do coronavírus

O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) pediu ao Ministério da Saúde que medidas de restrições sejam adotadas nas fronteiras brasileiras para evitar a entrada de novas variantes do coronavírus. Os secretários enviaram um ofício ao ministro Marcelo Queiroga na 2ª feira (3.mai.2021). As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O pedido inclui a sugestão de que uma quarentena obrigatória de 14 dias seja estipulada para viajantes de locais com registros de variantes. Para os secretários, a chegada de uma nova variante pode desencadear uma nova onda da covid-19 no Brasil.

Uma das maiores preocupações no momento é a variante indiana do coronavírus. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a cepa já foi identificada em pelo menos 17 países.

O perigo da variante está na sua capacidade de resistência. Existem indícios de que a capa indiana consegue escapar dos anticorpos criados pelo corpo humano para se proteger. Com isso, o coronavírus se torna mais resistente à ação protetora adquirida por uma infecção anterior e até pela ação das vacinas.

Israel, por exemplo, identificou casos de infecção pela variante indiana em pessoas vacinadas em 29 de abril. Segundo o governo israelense, 4 pessoas infectadas com a cepa oriunda da Índia estavam vacinadas contra a covid-19.

Os estudos ainda são preliminares. Motivo pelo qual a OMS classificou a variante como “de interesse” e não como “preocupante” (categoria que indica que uma cepa pode ser mais contagiosa, mais letal e capaz de resistir a vacinas).

A Índia está enfrentando um momento crítico da pandemia. O recorde nacional de mortes foi registrado no domingo (2.mai), com 3.689 mortes pela covid-19 em um dia. No último sábado (1º.mai), o país bateu recorde mundial de casos em 24 horas. Foram 401.993 novas infecções.

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