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Saúde retorna questionamento da Anvisa sobre dose de reforço, mas não esclarece sobre Janssen

Técnicos da Anvisa informam que o Ministério da Saúde ainda não respondeu ao questionamento específico sobre o uso da Janssen como dose de reforço. Em nota recente sobre novo ciclo de imunização no país, com utilização de doses de reforço para adultos acima dos 18 anos, o Ministério da Saúde afirma que “as atualizações científicas apresentadas reforçam a capacidade das diferentes vacinas contra Covid-19 em produzir memoria imunológica, bem como de amplificar a reposta imunológica com dose de reforço ao esquema vacinal inicial da população acima dos 18 anos”.

No entanto, embora faça referência a diferentes tipos de imunizante, o texto traz apenas breves relatos sobre aplicação de apenas dois imunizantes: Coronavac e AstraZeneca, sem menção a Janssen, por exemplo, alvo do questionamento da agência regulatória.

Ao concluir as explicações, a Secretaria de Enfrentamento à Covid-19 justifica o reforço pela “tendência de redução da efetividade das vacinas contra a Covid com o passar do tempo”. A pasta sustenta anúncio feito anteriormente, de permitir, a partir dessa quarta, reforço nas doses de vacinas da AstraZeneca, Coronavac ou Pfizer, após cinco meses, preferencialmente, utilizando imunizantes da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen, independente da vacina aplicada anteriormente.

Fontes da Anvisa consideram a resposta inócua e informam que insistirão em retorno mais claro sobre o embasamento técnico da Saúde para definir os critérios de tempo e a necessidade da dose de reforço e terceira aplicação da vacina da Johnson & Johnson.

A reportagem apurou que a Saúde está elaborando uma nota específica sobre escolha da Janssen para dose de reforço.

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