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Saúde deve reduzir intervalo entre doses da Pfizer, diz Frente de Prefeitos

Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (12), o presidente do Consórcio Conectar – iniciativa liderada pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) –, Gean Loureiro, disse que o Ministério da Saúde deve reduzir o intervalo entre a primeira e segunda doses da Pfizer.

Na última quarta-feira, a FNP teve uma reunião com representantes da pasta. Loureiro, que também é prefeito de Florianópolis, disse que houve a confirmação da chegada de 35 milhões de doses ainda em agosto e 66 milhões em setembro.

“A quantia vai garantir a vacinação de toda a população com a primeira dose até setembro”, afirmou.

Segundo ele, a partir dessa imunização da população, o Ministério deve “redefinir o prazo para 21 dias” entre a primeira e segunda doses da vacina da Pfizer. Hoje, o intervalo é de três meses.

Loureiro disse que esta redução foi um apelo da FNP, aceito pela pasta, devido às festas de fim de ano: “Por causa de encontros familiares, podemos ter problemas com o aumento de casos, se as pessoas não estiverem vacinadas com as duas doses.”

Outro assunto da pauta da reunião foi o avanço da variante delta. “Tem um crescimento que acontece muito rápido [de casos], mas, no Brasil, em função da P1, de Manaus, ser a dominante, segundo estudos técnicos, isso vem freando o avanço da delta.”

“Nossa tarefa é continuar acelerando o processo de vacinação, continuar as medidas de distanciamento e máscara, convivendo com a necessidade do retorno das atividades econômicas”, completou.

A orientação da FNP, segundo Gean Loureiro, para as grandes comemorações de fim de ano, ainda é cautelosa – também pelo fato da variante delta “ser uma incógnita.”

“O que estamos sugerindo é que os municípios preparem as estruturas administrativas, mas a definição das festas só aconteça mais para frente, se a situação for mais controlada”, disse.

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