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Rússia enfrenta novo surto de Covid, e ritmo lento da vacinação preocupa o Kremlin

Mulher recebe dose da Sputnik V em centro de vacinação no vilarejo de Poyarkovo, próximo a Moscou

MOSCOU – O Kremlin está preocupado com o ritmo lento de vacinação contra a Covid-19 no país, enquanto novos surtos da doença levaram diversas regiões da Rússia, como Moscou e São Petersburgo, a imporem restrições e a aumentarem a capacidade dos hospitais.

O prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, alertou nesta quarta para a evolução “dramática” da pandemia da Covid-19 na capital russa, e decretou a vacinação obrigatória de todos os empregados que trabalham no setor público, sejam funcionários ou prestadores de serviços, em um total de 2 milhões de pessoas.

“Temos de fazer de tudo para implantar o mais rápido possível uma vacinação em massa, deter esta terrível doença e pôr fim à morte de milhares de pessoas”, afirmou o prefeito em uma mensagem em seu blog.

A média de casos diários na Rússia, que em maio baixou para a casa dos 8 mil — depois de um pico de 28 mil em dezembro — voltou a subir em junho para 12 mil. No domingo, foram registradas mais de 14.700 novas infecções, a maior contagem diária desde fevereiro, com casos concentrados na região de Moscou. Enquanto isso, só 12,7% dos russos foram vacinados com a primeira dose, e apenas 9,8% com as duas.

— Todos nós deveríamos estar insatisfeitos com as taxas de vacinação — afirmou a repórteres na terça-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov — Elas deixam muito a desejar — completou.

A Rússia começou a distribuir doses da Sputnik V, vacina de produção interna do país, em dezembro, e rapidamente as liberou para qualquer pessoa em Moscou, mas a imunização tem sido lenta. A cidade planeja, como encorajamento à vacinação, promover sorteios de casos para aqueles que receberem as doses.

Putin afirmou no sábado que 18 milhões de russos já se vacinaram contra a Covid-19 com ao menos uma dose, em uma população de mais de 144 milhões de pessoas. A Rússia tem exportado doses e as autoridades afirmam que o problema não é a oferta, mas a demanda. Pesquisas mostram que os russos estão entre as populações mais resistentes à vacina.

A região de Primorye, no extremo leste do país, junto ao Mar do Japão, afirmou nesta terça-feira que abriria dois hospitais nos próximos dias em cidades como Ussuriysk e Vladivostok. Além disso, centenas de leitos foram criados desde abril para tratar de pacientes com Covid-19.

— Nós estamos vendo agora um padrão parecido com a onda do primeiro semestre do ano passado. Primeiro houve um aumento de casos na Europa, algumas semanas depois no centro da Rússia e de duas a três semanas depois em diversas cidades de Primorye — explicou o secretário da Saúde local.

Moscou proibiu eventos com multidões até 15 de julho. A região siberiana de Buryatia fechou locais público, incluindo parques, praças e piscinas até 1º de julho, alegando que precisava de mais leitos de tratamento intensivo após um aumento de casos neste mês.

Restaurantes na região ártica de Murmansk foram proibidos de funcionarem à noite e a um terço dos trabalhadores foi pedido que trabalhassem remotamente, segundo a agência de notícias RIA.

Em Yugra, região petroleira do país, autoridades proibiram aglomerações públicas de mais de 20 pessoas. Elas afirmaram que os empregados que retornarem à região a partir de 20 de junho teriam que primeiro testar negativo para Covid-19 ou mostrar que foram vacinados.

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