Rota Literária: app gratuito lista pontos do Rio que estão nos livros

Os capítulos da literatura nacional transformados em um roteiro turístico. Um aplicativo foi lançado, na terça-feira (16), para ajudar o visitante a mergulhar no universo literário durante um passeio pela cidade do Rio.

Rota Literária foi apresentada durante a Web Summit deste ano. O evento contou com a presença de Gilberto Gil. O aplicativo já está disponível para ser acessado.

“A ideia surgiu em 2018. O começo da startup foi em 2019 com o propósito de compartilhar as histórias dos lugares e por que os turistas não tinham uma ferramenta digital para explorar os lugares por conta própria. A gente desenvolveu pensando no turista mais independente, mas conectado, que prefere explorar por conta própria. Assim surgiu a Glocal”, disse Amanda Prado, idealizadora do app.

A Rota Literária está em três idiomas: português, inglês e espanhol. A ideia do programa desenvolvido com a Embratur é promover a literatura do Rio de Janeiro e do Brasil.

O aplicativo é gratuito. A Rota Literária traz histórias de 10 locais. O ponto de partida é o Real Gabinete Português de Leitura.

O app traz uma pausa para o café na Confeitaria Colombo, passeio pelo Largo da Carioca e até a ida à Confeitaria Cavé, inaugurada no ano de 1860. É a mais antiga ainda em atividade.

Em cada endereço há histórias e curiosidades sobre os locais. O áudio em português e espanhol está na voz da guia de turismo Juliana Morena:

“Foi maravilhoso compartilhar e criar esse roteiro com histórias que muitas pessoas não conhecem e, no espanhol ainda, eu tenho um alcance maior. Especificamente a inteligência artificial para falar em espanhol que mostra como a tecnologia no turismo é muito importante e o passo à frente de mudar o turismo no Brasil e se relacionar com a cultura.”

 

Entre os personagens citados por Juliana no aplicativo há citações aos escritores Camilo Castelo Branco, Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade.

Curiosidades sobre os escritores

No caso de Machado de Assis há a brincadeira de ele ser um fantasma que aparece pelo Real Gabinete de Leitura ou da mesa preferida de Carlos Drummond para ficar sentado na Cavé.

“Sai daquela experiência de só vir e tirar foto de um lugar bonito. Você cria uma conexão emocional, já que você conhece a história e conhece o lugar visitado”, conta Juliana que lembra de Drummond:

“Ele trabalhou aqui no Centro, então, toda a oportunidade que ele tinha vinha, sentava-se de frente para a porta, para ver as pessoas que entravam. Se chamava de “urso polar” porque ficava na dele. Esse cantinho era o escolhido para ter essa visão, de frente para a porta, e ainda se antecipava se alguém viesse falar com ele”, diz Juliana.

“Nesses roteiros, você pisa nas calçadas e olha para coisas que no dia a dia você não olha. E sendo literário, é a parte mais gostosa, porque associa a obras da literatura, que eu li quando criança, e aí dá uma repaginada nisso tudo, porque você vê e escuta com outros olhos”, afirma a psicóloga Laís Araújo.

Já a bióloga Andrea Bertoldo e o animador Alessandro Martins falaram que ficaram surpresos com a quantidade de história de cada lugar.

“Você consegue ter informações dos locais. Achei muito interessante, uma ideia genial”, disse Andrea.

Aplicativo Rota Literária vem nos idiomas português, espanhol e inglês — Foto: Reprodução/TV Globo

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