Roger não poupa, estica maratona e garante saldo positivo com Fluminense em sequência decisiva

Fluminense não só “sobreviveu” à maratona de duelos decisivos de maio e início de junho, mas também garantiu saldo positivo. Apesar do vice no Campeonato Carioca, a equipe avançou em primeiro do Grupo D da Libertadores, considerado o “grupo da morte”, e eliminou o Bragantino na Copa do Brasil, também visto como o adversário mais difícil da terceira fase do torneio.

E isso tudo com força máxima e sem novas lesões. O técnico Roger Machado, inclusive, optou por não poupar diante do Cuiabá, no último domingo – primeiro confronto que teoricamente ele poderia preservar algumas peças – e “esticar” a maratona até a última quarta-feira, quando o Tricolor garantiu vaga frente ao Massa Bruta, em Bragança.

Roger Machado em treino do Fluminense — Foto: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC

Em meio às finais do Carioca, fase de grupos da Libertadores e terceira fase da Copa do Brasil, foram nove confrontos em 28 dias, com quatro vitórias, dois empates e três derrotas (sendo uma com classificação), o que dá aproveitamento de 51,85%. E o mais importante: duas vagas (difíceis) garantidas.

  • 12/05 – Fluminense 2 x 1 Santa Fe (4ª rodada da Libertadores) ✅
  • 15/05 – Fluminense 1 x 1 Flamengo (final do Carioca) ➖
  • 18/05 – Fluminense 1 x 2 Junior (5ª rodada da Libertadores) ❌
  • 22/05 – Flamengo 3 x 1 Fluminense (final do Carioca) ❌
  • 25/05 – River Plate 1 x 3 Fluminense (6ª rodada da Libertadores) ✅
  • 29/05 – São Paulo 0 x 0 Fluminense (1ª rodada do Brasileiro) ➖
  • 01/06 – Fluminense 2 x 0 Bragantino (3ª fase da Copa do Brasil) ✅
  • 06/06 – Fluminense 1 x 0 Cuiabá (2ª rodada do Brasileiro) ✅
  • 09/06 – Bragantino 1 x 2 Fluminense (3ª fase da Copa do Brasil) ❌

Apesar do Fluminense ainda enfrentar uma maratona pela frente com jogos “quarta e domingo”, terá um suspiro de confrontos mata-mata. A próxima decisão está marcada para daqui a pouco mais de um mês: contra o Cerro Porteño, dia 13 de julho, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. Até lá, a equipe terá compromissos “apenas” pelo Campeonato Brasileiroe uma chance maior de poupar peças.

Já neste domingo, o Fluminense volta a enfrentar o Bragantino, no Estádio Nabi Abi Chedid, às 20h30 (de Brasília), pela terceira rodada do Brasileirão.

Nenê, Samuel Xavier, Caio Paulista, Yago, Fluminense — Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC

A resposta positiva do time em relação à sequência de decisões, inclusive, deixou Roger “muito entusiasmado”, como ele mesmo definiu em coletiva na última quarta-feira:

– Sei que tem bastante margem para evolução. Mas vai haver passos atrás e passos adiante. Em comparação com o Bragantino, que tem um trabalho de dois anos, por isso tem esse tipo de jogo, o conhecimento dos atletas do modelo. Estou muito entusiasmado com o começo, sobretudo com a compreensão dos atletas. Hoje eles compreendem o sistema, e isso faz com que possam tomar as melhores decisões.

Fluminense deixa para trás aproveitamentos ruins em maratonas

Como o ge relembrou recentemente, fazia tempo que o Fluminense não encarava uma maratona de duelos decisivos. A última havia sido em 2017, quando o time, comandado por Abel Braga na época, disputou cinco jogos em 18 dias, mas só conquistou uma vitória e amargou quatro derrotas, o que deu aproveitamento de 20%. Na ocasião, o Flu ficou com o vice do Carioca, foi derrotado em jogos da Sul-Americana e Copa do Brasil, e venceu um jogo pelo Brasileirão.

Em 2013, última vez que havia enfrentado uma sequência decisiva com jogos de Libertadores, o saldo também não foi bom. A equipe, também dirigida por Abel Braga, perdeu o Carioca para o Botafogo e parou nas quartas de final do torneio sul-americano diante do Olimpia, do Paraguai. Em seis jogos em 28 dias, teve só 38,8% de aproveitamento.

Fred se estranhou com Manzur, e o Flu caiu na catimba do Olimpia — Foto: Ricardo Ayres / Photocamera

Em 2012, também com Abelão e com Libertadores “no meio”, a situação foi outra, e o Fluminense conseguiu seu melhor desempenho da última década em maratonas decisivas. Em seis partidas em 18 dias, o Tricolor teve 72,2% de aproveitamento e foi campeão carioca, mas acabou eliminado pelo Boca Juniors nas quartas de final do torneio mata-mata e perdendo Fred, Deco, Valencia e Diguinho por lesões.

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