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Roda de conversa marca Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, em Japeri

Japeri tem média de 50 casos de agressões contra mulheres por mês

Uma roda de conversa, com direito a depoimentos emocionantes de vítimas, marcou o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, em Japeri. O encontro promovido pelo Conselho dos Direitos da Mulher, em parceria com o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), aconteceu no auditório da Unidade Mista de Engenheiro Pedreira (Umep), nesta quinta-feira (25).

Esta foi a primeira ação, dos 16 dias de ativismo da não violência, que está acontecendo em todo o mundo. No dia 1º de dezembro, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Trabalho promoverá o “1º Encontro de Políticas Públicas para Mulheres de Japeri”, no Salão de Festas J&M, das 10 às 13h. O movimento vai até o dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. A meta é chamar a atenção da sociedade para a necessidade de um olhar sobre o tema.

De acordo com a presidente do Conselho, Vasti Ferraz da Silva, a violência é sistemática dentro da sociedade. Ela aponta a necessidade de implementação de políticas públicas como garantidoras de serviços de saúde, trabalho e creches como forma de ajudar a mulher a romper o ciclo de agressões físicas, psicológicas e econômicas a qual estão submetidas.

Segundo a coordenadora do CEAM-Japeri, Mônica Sampaio, no município a faixa etária das vítimas é de 30 a 59 anos, são desempregadas e têm ensino fundamental completo. Por isso, a luta é gerar ações de empoderamento econômico para que saiam da dependência dos opressores.

O evento contou com a participação da Cabo PM Fabiane Melo e do Sargento Matos da Patrulha Maria da Penha.

Emoção

Rosana Louzada Silva deu um depoimento emocionado sobre os momentos de terror que viveu com seu namorado. Ela contou que foram 12 horas de tortura e ainda sofreu preconceito de um promotor no dia do julgamento do agressor. Ela relatou ainda ter vivido dois relacionamentos abusivos, mas que não se dava conta disso. Quem também não conteve as lágrimas foi Paula Ana. No depoimento relatou o drama que viveu ao lado da ex-companheira, que também a torturou de forma física e psicológica.

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