RJ tem 23 cidades entre as maiores do país com índices positivos de geração de empregos. Maricá lidera

Vinte e três cidades do Rio, na lista dos maiores municípios do país – com mais de 150 mil habitantes –, estão entre as que apresentaram índices positivos de geração de emprego no primeiro semestre. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que registrou 1.334.791 vagas de carteira assinada no período, resultado inferior ao mesmo período do ano passado.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência no último dia 28. De janeiro a junho de 2021, foram 1.478.997 empregos criados com carteira assinada.

No ranking das cidades com mais de 150 mil habitantes, Maricá (11,42%), Angra dos Reis (6,17%) e Rio das Ostras (5,95%) aparecem entre as 10 cidades com melhores índices de geração de emprego. A taxa é calculada a partir do saldo entre as vagas abertas e as demissões.

O percentual do Estado do Rio ficou em 0,69%, enquanto o da Região Sudeste foi de 3,16% e o do Brasil, de 3,28%.

O setor fluminense que se destacou foi o de Construção. Foram 1.157.275 vagas geradas e 972.527 desligamentos, gerando 184.748 de saldo positivo, numa taxa de 8%.

Setor de serviços se destaca

Maricá lidera a lista de municípios fluminenses. No primeiro semestre a cidade registrou 7.390 admissões, contra 5.069 desligamentos. Assim como no quadro nacional, no município da Região Metropolitana o setor que mais contribuiu para a criação de empregos foi o de serviços. Foram 3.347 admissões e 1.862 demissões, totalizando 1.485 de saldo positivo.

Para a administração local, o resultado é fruto de uma série de políticas públicas que fomentam a economia circular. Desde 2009, a cidade tem uma moeda social que circula somente em seus limites de território, a Mumbuca. O modelo tem inspirado outras cidades a fazer iniciativas semelhantes, como Niterói e Cabo Frio.

A moeda é distribuída através de diferentes programas. No de renda básica, por exemplo, 200 mumbucas são pagas mensalmente a 42 mil moradores cadastrados no Cadastro Único (CadÚnico). Além disso, o Programa de Amparo ao Emprego (PAE) pagou, entre 2020 e 2021, 1 mil mumbucas mensais a trabalhadores para manter empregos e evitar demissões.

Na iniciativa, o governo municipal depositava o valor para cada funcionário de empresas da cidade que comprovassem que estavam em dia com seus empregados. Já o Programa de Amparo ao Trabalhador (PAT), ainda em vigor, deposita até dezembro 1 mil mumbucas a trabalhadores informais e autônomos.

– Apostamos muito num conceito de economia circular, que ao mesmo tempo que combatem a desigualdade são instrumento de fortalecimento da economia do local e da geração de empregos – defende Igor Sardinha, secretário de Desenvolvimento Econômico do município.

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