RJ: Justiça nega liberdade de síndica suspeita de morte de empresário

Priscilla e Leonardo foram apreendidos em 16 de março

No Rio de Janeiro , a desembargadora Suimei Meira Cavalieri, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), indeferiu nesta terça-feira (06), pedido de habeas corpus que solicitava o relaxamento da prisão da síndica Priscila Laranjeira Nunes de Oliveira, de 44 anos, suspeita de envolvimento na morte do empresário Carlos Eduardo Montechiari, de 56 .

Opositor de Priscilla e ex-síndico de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, o empresário foi baleado no dia 1º de fevereiro, segundo a polícia, pelo ex-paraquedista Leonardo Gomes de Lima, que é casado e mantinha um relacionamento extraconjugal com a síndica.

A negativa da solicitação de habeas corpus também vale para o ex-paraquedista, que em caso de concessão do pedido de liberdade poderia ser beneficiado pela decisão. Uma das principais alegações da defesa da síndica, que havia dado entrada no pedido de relaxamento de prisão em segunda instância, no dia 24, era de que Priscilla não havia passado por uma audiência de custódia até aquela data. A audiência acabou acontecendo no dia 28 último, e negou em primeira instância, a liberdade da suspeita e também a de Leonardo.

Segundo investigações da 27ªDP (Vicente de Carvalho), Priscilla teria ordenado a morte do empresário para que ele não denunciasse um suposto desvio de R$ 800 mil, feito durante a administração da síndica. O crime ocorreu em frente a um depósito de gás, no Bairro Vila Kosmos, na Zona Norte do Rio. O empresário foi atingido por tiros quando abria a porta do carro.

A cena flagrada por câmeras de segurança revela que o autor do crime desceu de um Voyage e disparou os tiros. Em seguida, ele entra novamente no automóvel, pelo banco do carona, e deixa o local. Montechiari ainda conseguiu dirigir até um hospital, mas não resistiu e morreu no dia seguinte.

Preso no dia 16 de março, por força de um mandado de prisão temporária, Leonardo confessou o crime e apontou a ex-síndica como a mandante da execução. Ao ser detido, ele estava com o mesmo carro usado na execução. Amassados na lataria do veículo ajudaram a polícia a identificar o suspeito.

Segundo o delegado Renato Carvalho, da 27ª DP, o ex-paraquedista trabalhava no condomínio que era administrado pela síndica. Priscilla foi presa na mesma data. A defesa da suspeita nega o envolvimento dela no crime.

A Polícia civil investiga ainda a participação de mais duas pessoas no crime. Uma delas seria a responsável por fornecer a arma utilizada no assassinato. A outra teria dirigido o Voyage de onde Leonardo desembarcou para disparar os tiros. Ao ser preso, o ex-paraquedista alegou que estava sozinho e que entrou no carro pela porta do carona, logo após os disparos, porque estava nervoso.

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