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RJ ainda tem previsão de pancadas de chuva e várias vias alagadas nesta terça-feira

Resultado de imagem para RJ ainda tem previsão de pancadas de chuvaMais de 48 horas depois do temporal que atingiu o RJ, o estado ainda tem previsão de pancadas de chuva ao longo desta terça-feira (3) e várias vias alagadas. Ao todo, quatro pessoas morreram e uma segue desaparecida por causa das chuvas que atingiram o estado.

Apesar da previsão, houve redução dos acumulados de chuva nas últimas horas na capital. Por conta desse panorama, a prefeitura do Rio informou que o município, que estava em alerta desde domingo (1º), retornou ao estágio de atenção às 8h45 desta terça-feira (3).

Zona Oeste

Na Taquara, na Zona Oeste, a chuva deu uma trégua nesta madrugada, mas alta luz e água nesta manhã.

Na Avenida dos Mananciais, ao lado do Rio Grande, por volta das 6h10, uma retroescavadeira da prefeitura estava no local para retirar a lama e o lixo da via. O Rio Tindiba chegou a transbordar e invadir a casa de vários moradores.

Uma das vítimas do temporal é uma idosa que foi encontrada morta no cruzamento da Rua Apiacás com a Estrada do Tindiba. Vânia Nunes, de 75 anos, teria sofrido uma descarga elétrica no meio da enchente.

Em Realengo, onde choveu acima do esperado para todo o mês em menos de 24h, moradores tentam nesta manhã recuperar pertences e retirar a lama das ruas para facilitar a passagem de pedestres.

Por volta das 6h15 desta terça, pelo menos 9 carros permaneciam empilhados no córrego Pedra Branca, que fica na região do Barata.

“Foi uma questão de cinco minutos. (…) Quando a água subiu, a gente pegou nosso filho. Não deu pra pegar documento, foi perda total. Perdemos tudo. Não tem nada, geladeira, fogão, televisão, bem material, não tem nada. Só temos nossa vida mesmo e a fé de que alguma coisa vai acontecer. A esperança, um vizinho ajudando o outro”, disse uma moradora identificada como Marília.
 

Doações em Realengo

Também em Realengo, três igrejas recebem donativos para ajudar as vítimas das enchentes. Confira abaixo os endereços:

  • Rua Marechal Soares de Andréia, 420
  • Rua do Governo, 1380
  • Rua Itacorovi, 115

Um prédio desmoronou na Rua Ocaibi durante o temporal.

Baixada Fluminense

Na Baixada Fluminense, região bastante castigada pela chuva forte, várias ruas também seguiam alagadas nesta manhã, com a água chegando na altura do joelho e, em alguns locais, na cintura.

Em Seropédica, por volta das 6h50, muitos moradores estavam ilhados, com dificuldade de sair de casa por causa das enchentes. Alguns chegavam a usar a laje para se abrigar e várias vias seguiam tomadas pelas águas.

 

Segundo relato das famílias que vivem na região, a água atingiu 1,5 metro de altura na segunda-feira (2).

Todas as vias próximas à BR-465, no limite entre Seropédica e Nova Iguaçu, estavam alagadas nesta manhã.

Na segunda-feira (2), os moradores chegaram a usar um bote para conseguir se locomover. Entre eles, havia uma grávida e vários idosos que não conseguiam sair de casa.

Prefeito de Seropédica

Em entrevista ao Bom Dia Rio nesta manhã, pelo telefone, o prefeito de Seropédica, Anabal Barbosa de Souza (PDT), disse que o Corpo de Bombeiros, o Exército e a Defesa Civil atuam no local, mas existe dificuldade por conta do tamanho do município.

Segundo o prefeito, há abrigos em escolas municipais e igrejas, mas muitos moradores não querem deixar suas casas.

Queixa de moradores, Anabal Souza nega que não haja saneamento básico na região.

“Eu entrei agora. O que eu posso fazer, estou fazendo. (…) O que acontece é o seguinte, o município é muito grande. (…) Temos que fazer um pouquinho em cada bairro. São 19 bairros. Jamais eu vou deixar o meu povo dentro d’água”, falou o prefeito.

As imagens feitas pela TV Globo na manhã desta terça-feira mostram toda a região alagada. Por volta das 7h, nenhuma equipe da prefeitura era vista trabalhando no escoamento da água.

O prefeito, no entanto, informou que as equipes estavam espalhadas pelos bairros.

“O município está todo cheio d’água. Espalha o pessoal em cada bairro, um pouquinho em cada lugar. Estão trabalhando sim, não vão parar de trabalhar não”, afirmou.

Situação de calamidade em Itaguaí

Em Itaguaí, a prefeitura decretou estado de calamidade. Oitenta e duas famílias estão desabrigadas ou desalojadas. Quatro pontos foram instalados para dar apoio à população. Voluntários ajudam com a distribuição de água e cestas básicas.

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