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Rio finaliza vacinação de adultos nesta sexta-feira e mira novos desafios no combate à covid-19

A Prefeitura do Rio vacina, nesta sexta-feira, adultos com 18 anos e encerra o primeiro ciclo de imunização na cidade. Dados do painel de monitoramento de covid-19 no município mostram que 4,6 milhões de pessoas já tomaram a primeira dose e 137,5 mil foram imunizados com a dose única, o que representa uma cobertura da população-alvo (adultos) com a D1 ou dose única de 90,6%. Já a segunda dose foi aplicada em 2,1 milhões de pessoas. No total, mais de 6 milhões de cariocas já foram vacinados. 

O mais recente levantamento disponível indica que há cerca de 80 mil pessoas atrasadas em relação à data que deveriam tomar a segunda dose (D2). A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) destaca que, é importante diferenciar quem ainda está dentro do prazo para a D2, aguardando a data de retorno anotada no comprovante de vacinação, daqueles que passaram da data e realmente estão atrasados.

Agora, a nova etapa, segundo o prefeito Eduardo Paes, será a imunização dos adolescentes, que deve começar na próxima segunda (23). Junto com o calendário previsto para cada etapa de vacinação, a SMS informou que irá divulgar datas e horários para recuperação do público que, por algum motivo, não pôde comparecer dentro da data prevista para receber sua dose. Neste sábado (21), haverá repescagem para pessoas de 20 anos ou mais. O infectologista Alberto Chebabo, membro do comitê científico da prefeitura, explicou ao DIA quais os objetivos do município do Rio a partir de agora.

“Os próximos passos são antecipar a vacinação da segunda dose da Pfizer para aumentar a cobertura vacinal completa e fazer a terceira dose pros idosos, principalmente os idosos que estamos vendo que voltaram a ser infectados. Então, na realidade são essas duas medidas que provavelmente vão ser discutidas e avaliadas e tomadas pelo município nos próximos dias”, ressaltou Chebabo.

O pediatra, neonatologista e infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), esclareceu que a dose de reforço deve ser aplicada para todos os idosos que tomaram qualquer das vacinas disponíveis para a aplicação.

“A dose de reforço vai ser dada para todos os idosos que são os mais vulneráveis, independente da vacina que tomou. O que os estudos vêm demonstrando é que os indivíduos de mais idade, principalmente acima de 70 e 80 anos, têm um comprometimento do sistema imune que faz com que a proteção conferida pela vacina depois de seis, sete meses não seja o mesmo, independente do imunizante e da variante que está circulando”, detalhou o infectologista.

Um sequenciamento genômico realizado pelo Laboratórios LNCC e UFRJ/LVM demonstrou que a variante Delta foi identificada em 56,6% das amostras colhidas no último mês na cidade do Rio. Segundo Daniel Soranz, secretário de Saúde do município, a disseminação da variante fez com que o número de internações em alas de tratamento para covid-19 aumentasse 10% nos últimos dias na capital fluminense.

Kfouri explica que o surgimento das variantes é uma característica inerente ao vírus e seguirão surgindo em todo o mundo. “Variantes surgem naturalmente, é da natureza do vírus e quanto mais ele circular no planeta, maiores as chances, não só dentro do Brasil, mas é uma preocupação mundial, cada um precisa fazer a sua parte no seu país. As duas ferramentas que hoje a gente dispõe são, reduzir a circulação às custas das medidas não farmacológicas e de vacinação”, afirma.

O infectologista aponta que há três classificações de variantes: as de interesses quando o vírus sofre uma mutação e a proteína S é modificada, e a variante fica mais vantajosa para o vírus, podendo escapar do sistema imune, de testes de diagnóstico e até ficar mais agressiva; as de preocupação, classificadas dessa forma quando a proteína S é modificada a ponto de ser mais transmissível e ganhar um protagonismo maior, como são os casos P1, identificada inicialmente no Amazonas, B.1.1.7, no Reino Unido, B.1.351, na África do Sul e a Delta, identificada na Índia; e por último, as variante de altas consequências que não surgiram até o momento. Essas têm um distanciamento genético tão grande do vírus que não respondem às vacinas.

Mãe e filha são vacinadas durante companha de imunização desta quinta-feira

Nesta quinta-feira, a prefeitura vacina jovens de 19 anos. No Centro Municipal de Saúde Heitor Beltrão, na Tijuca, Zona Norte do Rio, mãe e filha foram juntas ser imunizadas. A estudante Letícia Chimento, 19 anos, tomou a primeira dose e a mãe, Vanessa Chimento, professora do município, de 47 anos foi imunizada com a segunda.

“É um alívio estar vacinada, ainda mais que eu trabalho em escola, com criança. Já me sinto um pouco mais segura e muito feliz pela ciência. Ainda coincidiu de ser no mesmo dia da primeira dose da minha filha então, é uma felicidade enorme”, disse a professora.

A jovem diz que também se sente aliviada ao ser imunizada após vários dias de atraso. “Depois de tanta espera, tanto sofrimento, a gente poder se vacinar é dar um passo pra acabar com tudo isso. É um sentimento muito bom”, relatou Letícia.

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