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Rio de Janeiro libera uso de máscaras em academias de ginástica

A Prefeitura do Rio liberou o uso de máscaras em academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento físico e pistas de patinação. O decreto foi publicado no Diário Oficial na manhã desta quarta-feira e a decisão já está em vigor. O texto registra que os espaços devem poder garantir que todos os ocupantes estejam completamente vacinados.

Os frequentadores de 15 até 59 anos devem apresentar a comprovação de vacinação contra a covid-19 com 2ª dose ou dose única e pessoas acima de 60 anos devem comprovar a aplicação da dose de reforço.


A decisão flexibiliza decreto publicado na última sexta-feira (12) que mantém a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados. Atualmente, as máscaras são opcionais em ambientes abertos e sem aglomeração.

O Comitê Científico da prefeitura havia estabelecido que quando a vacinação alcançasse 75% da população não haveria a obrigatoriedade do uso da proteção em ambientes fechados, mas o prefeito Eduardo Paes não aderiu à recomendação. O prefeito, na ocasião, afirmou que manteria a medida como para evitar passar a mensagem de que a pandemia teria acabado.

Especialistas consideram medida precipitada

Especialistas ouvidos pelo DIA consideram a liberação do uso da máscaras nas academias precipitada. Para o ex-diretor da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Hermano Castro, seria mais cauteloso manter a obrigatoriedade da proteção até que o município atinja 80% da população vacinada. “Estamos indo bem, mas uma precipitação pode colocar tudo a perder e perder significa pessoas morrendo”, afirmou.

Pesquisadora em Saúde e membro do Comitê de Combate ao Coronavírus da UFRJ, Chrystina Barrros classificou a decisão como temerária e desnecessária. “Precisamos lembrar que academias não têm a franca renovação de ar natural. São espaços fechados com ar-condicionado, onde as pessoas, pela própria atividade física, têm a frequência respiratória aumentada”, ressaltou.

A especialista lembrou que já está autorizada a capacidade total dos estabelecimentos e que as academias são lugares em que as pessoas conversam e interagem. “É uma medida que pode expor algumas pessoas a riscos de transmissão da doença. Estamos falando de vida”, completou.

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