Retomada do projeto Favela-Bairro prevê moradias sustentáveis e políticas de inclusão

Morro do Vidigal: intervenções feitas nos anos 1990 não acompanharam necessidades urbanas que surgiram depois

Desde 1995, foram 352 comunidades do Rio beneficiadas pelo Favela-Bairro, que volta agora repaginado, para dar conta de antigos e novos desafios onde estão quase 20% dos domicílios cariocas. A prefeitura oficializou a intenção de implantar a quarta etapa do programa, que além de urbanizar favelas e loteamentos, pretende ter como diferenciais moradias sustentáveis, com energia solar e tetos verdes, por exemplo, e a inclusão de políticas como a geração de renda e o combate às desigualdades raciais e de gênero — pautas antenadas com os debates mais atuais sobre as cidades.

O prefeito Eduardo Paes assinou recentemente uma carta de cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que poderá investir até US$ 150 mil (R$ 750 mil) em levantamentos para subsidiar o desenho do projeto. Como próximo passo, o município formará um grupo de trabalho, com diferentes órgãos, a fim de realizar o estudo social para definir que áreas receberão os investimentos. Segundo a Secretaria municipal de Habitação, quando os planos forem aprovados e as obras começarem, a expectativa é que sejam movimentados US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) para melhorias nos territórios mais vulneráveis, reduzindo um déficit habitacional que passa das 220 mil moradias.

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