Reprodução simulada de operação que resultou na morte de João Pedro será na próxima semana

O delegado Allan Duarte, titular da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG), e os promotores do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP), do Ministério Público-RJ vão realizar no dia 09 de junho, próxima terça-feira, a reprodução simulada da operação policial que resultou na morte do jovem João Pedro, de 14 anos.

De acordo com a  DHNSGI, a investigação está em andamento para esclarecer todas as circunstâncias da morte do adolescente João Pedro Mattos Pinto. Os policiais civis que participaram da operação prestaram depoimento e entregaram as suas armas para confronto balístico. Também prestaram depoimento os pilotos da aeronave, o bombeiro socorrista e duas testemunhas.

O laudo de necropsia já foi anexado ao inquérito e a unidade aguarda ainda os resultados das perícias de local e confronto balístico que devem ficar prontos até o final dessa semana.

A DHNISG convidou o Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública, que está assistindo a família, para acompanhar a perícia. Além disso, a Corregedoria Geral de Polícia Civil (CGPOL) instaurou uma  sindicância administrativa disciplinar para apurar a conduta dos policiais civis que participaram da ação no Complexo do Salgueiro e afastou três policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) que participaram da ação.

Relembre o caso 

João Pedro foi morto no dia 18 de maio, com um tiro nas costas, que transfixou até o abdomen, durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, segundo laudo cadavérico da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Um tiro de fuzil calibre 5,56, mesmo utilizado pela PM durante a operação, perfurou o corpo do adolescente.

Segundo testemunhas, mais de 70 tiros atingiram a residência do jovem. A Polícia Militar, em versão preliminar, afirmou que o jovem estava em linha cruzada do conflito e teria morrido após traficantes abrirem fogo e jogarem granadas contra os policiais. Já os jovens que estavam com João Pedro brincando, acusam a polícia de ter entrado na casa do adolescente jogando bombas de gás lacrimogêneo e atirando.

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