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Repórter cinematográfico da TV Globo é agredido em Aparecida por apoiador de Bolsonaro

Um repórter cinematográfico da TV Globo foi agredido na tarde de terça-feira, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, durante a cobertura da missa pelo Dia da Padroeira. Leandro Matozo se preparava para entrar ao vivo na emissora quando levou uma cabeçada no rosto desferida por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro. O profissional sofreu um corte no nariz.

O agressor teria complementado o ataque físico com a frase “Se pudesse, matava vocês”, segundo relatou o repórter Victor Ferreira, da GloboNews. Os dois jornalistas registraram ocorrência junto à Polícia Civil, que vai levar a investigação adiante. O agressor foi ouvido pela Polícia Militar e depois liberado.

“A Globo repudia a agressão sofrida por Leandro Matoso, um profissional exemplar, e se solidariza. Está tomando as medidas legais para apoiá-lo e neste caso segue sempre o protocolo para garantir a segurança de seus jornalistas. A Globo continuará fazendo o jornalismo de qualidade que a caracteriza com independência e correção”, afirmou a TV Globo em nota.

Segundo o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, o agressor se chama Gustavo Milsoni e trabalha como professor na Escola Estadual Cid Boucault, na cidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

A entidade se pronunciou por meio de sua conta no Twitter, lamentando o episódio e cobrando medidas dos autoridades de segurança estaduais.

“O Sindicato dos Jornalistas exige da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e do governo de João Doria que esta agressão não seja relativizada ou negligenciada para que, desta forma, o agressor responda judicialmente na medida de seus atos. Exige, ainda, que episódios como esses sejam investigados com rigor e que os responsáveis sejam punidos. É urgente que se interrompa essa escala de violência contra os trabalhadores da comunicação antes que algo mais grave aconteça.”

Em outro trecho, o Sindicato continua:

“O ato covarde se insere num contexto de intimidação cada vez mais recorrente de profissionais de imprensa que estão nas ruas para cumprir a função social de levar informação às pessoas. A agressão é um ato de ataque à liberdade de imprensa. Atinge a ponta mais exposta nesse processo, que é o profissional da comunicação. Um trabalhador que, no Dia das Crianças, deixou seu filho em casa para trabalhar e é agredido de maneira covarde.”

Na noite desta quarta, o governo de São Paulo divulgou a seguinte nota: “O governo de São Paulo é defensor intransigente da imprensa livre como um dos pilares fundamentais da democracia brasileira. Em nome do governador João Doria, a Secretaria de Comunicação repudia com veemência a covarde e injustificável agressão sofrida pelo cinegrafista Leandro Matozo, da GloboNews, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida na última terça (12). Nesta quarta, Doria determinou que a Secretaria de Segurança Pública atue com total transparência na apuração do caso. A investigação policial deve ser rigorosa e ágil para que o agressor responda imediatamente à Justiça pela gravidade do ataque cometido não apenas ao cinegrafista, mas também à liberdade de expressão no Brasil.”

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