Rejeito de minério da AngloGold Ashanti atinge rio em Santa Bárbara, na Região Central de MG

A desconfiança dos moradores de Santa Bárbara, na Região Central de Minas Gerais, motivou a denúncia de dano ambiental provocada pela mineradora AngloGold Ashanti, instalada na cidade. Eles perceberam que um material nocivo ao meio-ambiente foi lançado no Rio Conceição no início do mês de maio.

O medo de quem vive na região é que a água possa ter sido contaminada com sedimentos tóxicos. As manifestações, nas redes sociais, denunciam o aspecto diferente da água. Segundo os relatos, a coloração ficou mais turva e um cheiro forte tomou conta do Rio Conceição à época do incidente.

A Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) informou que foram lançados 30 metros cúbicos de rejeitos de mineração no Rio Conceição. O vazamento é consequência de uma manutenção feita pela mineradora, durante a drenagem de equipamentos.

Fiscalização

Uma equipe técnica da FEAM foi enviada ao distrito de Barra Feliz, em Santa Bárbara, junto a militares da Polícia de Meio Ambiente. Os agentes trabalharam na fiscalização da área atingida pelo transbordamento de rejeitos.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) conta com uma equipe de 80 fiscais. Para emergências ambientais, são 12 servidores. Durante a apuração do problema, foram solicitadas medidas de correção para a mineradora:

  • Coleta de amostras de sedimentos de fundo ao longo do Rio Conceição, para análise em laboratório;
  • Coleta de amostras da água superficial do Rio Conceição, sucessivamente, a cada três dias, com continuidade de coleta de amostras e apresentação de resultados até que os trabalhos de limpeza e remediação estejam concluídos;
  • Encaminhamento dos resultados das três últimas análises do efluente tratado da planta;
  • Encaminhamento de Plano de Ação, seguido de cronograma físico de implantação das medidas que serão tomadas pela AngloGold, de forma que um novo acidente nessas circunstâncias não venha a ocorrer novamente.

De acordo com a FEAM, os resultados apresentados até o momento estão dentro dos parâmetros permitidos pela legislação ambiental. Outras amostras ainda precisam ser verificadas, como a dos sedimentos do fundo do Rio. O plano de recuperação da área atingida prevê correções até o dia 10 de agosto.

Ainda segundo o órgão, os danos serão apurados para que seja elaborado um auto de infração à mineradora.

O que diz a AngloGold

De acordo com a AngloGold, as informações que circularam nas redes sociais sobre rompimento de barragem não são verdadeiras. A mineradora destacou que as estruturas estão estáveis.

A empresa lamentou o incidente e disse ter procurado as autoridades ambientais para comunicar sobre o vazamento de um produto industrial utilizado na mina Córrego do Sítio, que atingiu o Rio Conceição.

Segundo a AngloGold, o vazamento foi corrigido no dia 5 de maio, quando ocorreu o incidente. Ainda de acordo com a empresa, o líquido que vazou não contém cianeto, como alerta as mensagens de moradores nas redes sociais, e é classificado como “não-perigoso”.

A empresa não detectou mortandade de peixes.

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