Receita paga hoje o 4º lote da restituição do Imposto de Renda

A Receita Federal paga nesta segunda-feira (31) o quarto – e penúltimo – lote da restituição do imposto de renda. O crédito bancário de R$ 5,7 bilhões será feito para 4,5 milhões de contribuintes.

Desse valor, quase R$ 249 milhões serão pagos aos contribuintes que têm prioridade legal, como idosos, contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.Receita paga hoje o 4º lote da restituição do IR; Veja onde investir

Terão direito ao quarto lote de restituição também 4,4 milhões de contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 19 de junho.

A data de pagamento da próxima – e última – restituição do imposto de renda é 30 de setembro.

A restituição paga ao contribuinte ficará disponível no banco informado da declaração durante um ano.

Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer o pedido por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja depositado em sua conta no banco, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Como usar BEM o dinheiro?

Quem está superendividado deve fazer um planejamento para sair dessa situação, e só depois fazer aplicações financeiras. Essa deve ser a prioridade ao usar o dinheiro da restituição, porque o rendimento de investimento algum vai ser mais alto do que a taxa de juros da dívida.

Comece pelas dívidas de serviços como água e gás, que podem ser cortados por falta de pagamento. Depois, é a vez de quitar os empréstimos com as maiores taxas de juros, como crédito para negativado, crédito rotativo e cheque especial.

Com o dinheiro da restituição na mão, tente renegociar um desconto para quitar as dívidas à vista, ou pelo menos uma parte delas.

Mas se o pagamento da dívida estiver programado no seu orçamento, quitá-la ou antecipar parcelas não é necessariamente uma prioridade. É o caso de uma parcela de um financiamento, por exemplo. Se a dívida não estiver atrapalhando a sua saúde financeira, pode ser melhor investir o dinheiro em vez de se livrar do débito de uma vez.

“Não adianta liquidar a dívida e ficar sem um tostão para ter em qualquer tropeço”, diz José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil. Para tomar essa decisão, avalie quais vantagens estão sendo oferecidas para quitar a dívida ou antecipar as parcelas.

Sem dívidas que atrapalham a sua capacidade de poupar dinheiro, aí, sim, é hora de investir.

Onde investir

Perguntar qual o melhor investimento é como querer saber qual o melhor remédio na farmácia. Você precisa entender a sua necessidade para ter essa resposta.

“O investimento é o meio, não o fim”, diz Bruno Ferreira Souza, planejador financeiro certificado pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar).

Ele explica que, quando as pessoas recebem um dinheiro com o qual não contavam, como a restituição do imposto de renda, tendem a pensar que podem correr o risco de perdê-lo e se arriscar mais nos investimentos. No entanto, é preciso respeitar o perfil de cada um.

“Com a taxa de juros em queda, as pessoas querem ter mais rentabilidade, mas muitas vezes não conhecem os riscos que estão correndo. Os investidores não podem colocar suas reservas financeiras a perder simplesmente porque os juros estão baixos”, lembra Vignoli, do SPC Brasil.

taxa Selic, referência para os juros dos investimentos, está em 2% ao ano, o menor patamar da história.

Mas independentemente disso, seu primeiro investimento deve ser para criar uma reserva de emergência, um dinheiro para ter disponível se passar por algum aperto que não estava previsto, — e o dinheiro extra da restituição do imposto de renda é uma boa oportunidade para começar.

O ideal é guardar um valor equivalente a entre três e seis meses de renda, mas não se paralise por isso. Qualquer valor serve para começar.

Os melhores investimentos para manter esse dinheiro são aqueles que oferecem liquidez, ou seja, permitem resgatar o dinheiro em qualquer momento. Além disso, é importante que essa aplicação financeira seja pouco volátil, para não correr o risco de ter rentabilidade negativa bem na hora que você precisar sacar o dinheiro.

Para isso, as melhores opções são títulos do Tesouro Direto que acompanham a Selic. Outras opções para quem está começando a investir e não tem tanto dinheiro são os fundos DI ou os CDBs.

O problema desses investimentos é que eles exigem que o investidor pesquise suas taxas de retorno, porque eles podem pagar menos que a Selic.

No caso dos fundos, a taxa de administração pode ser alta e comer parte do retorno. Por isso, procure fundos simples com taxa de administração abaixo de 1% ao ano.

No caso dos CDBs, o problema é que a taxa de retorno pode ser abaixo de 100% do CDI, um indicador que reflete a Selic, taxa básica de juros da economia. Um CDB que rende 100% do CDI, em outras palavras, terá exatamente a mesma rentabilidade da variação do CDI em determinado período — ou da Selic. Procure CDBs que rendam perto ou acima disso.

Sites como o Renda Fixa e o Yubb podem ajudar você a encontrar os melhores investimentos, de acordo com o prazo que você quer e a quantidade de dinheiro que você tem.

Além da reserva de emergência

Quem já tem uma reserva de emergência investida aí, sim, pode focar na busca por rentabilidades maiores para realizar planos de prazos mais longos. Pode ser realizar uma viagem nas próximas férias de verão, casar daqui um ano ou fazer uma pós-graduação em três anos.

É importante primeiro definir o seu objetivo financeiro e o prazo para realizá-lo. Só então será possível escolher o investimento.

Quem pode deixar o dinheiro preso por mais tempo e topa encarar mais risco pode investir em fundos multimercados ou em fundos de ações, em que o gestor investe em produtos de renda variável, como ações, por exemplo.

Os especialistas apostam que a economia brasileira vai se recuperar nos próximos anos e que, com o crescimento das empresas, as ações da bolsa devem se valorizar.

Então é isso, fique de olho no calendário de liberação da restituição do imposto de renda e na comparação entre os investimentos.

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