PTB vai ao Conselho de Ética da Câmara pedir cassação de Luis Miranda

O PTB entrou com representação ao Conselho de Ética da Câmara pela cassação do mandato do deputado Luis Miranda (DEM-DF). A legenda informou que o pedido protocolado na 3ª feira (29.jun).

No documento, a sigla afirma que o parlamentar aliou-se a pessoas e utilizou-se situação de perigo circunstanciada pela pandemia mundial da covid-19, a fim de criar uma narrativa com o objetivo de prejudicar o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro”, lê-se em comunicado publicado no site do PTB.

Segundo a legenda, o deputado “abusa da imunidade parlamentar para cometer atos ilícitos e violar inúmeros dispositivos”.

Roberto Jefferson, presidente da sigla, é aliado de Jair Bolsonaro.

Luis Miranda e seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, apresentaram à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado suspeitas de irregularidades no contrato da Covaxin, vacina contra a covid-19. Afirmaram que houve pressões internas no Ministério da Saúde para que o imunizante fosse aprovado.

O deputado disse ter alertado Bolsonaro em janeiro sobre as suspeitas de irregularidades na compra da vacina.

O PTB declarou que houve “má fé” na apresentação feita pelo deputado sobre a negociação da Covaxin.

Causa estranheza que o deputado denuncie o suposto crime, apenas três meses após os fatos supostamente cometidos por agentes do Estado”, disse o partido.

Além disso, destaca o grau de parentesco entre o servidor que relatou tal irregularidade, o Sr. Luis Ricardo Fernandes Miranda, que é irmão do deputado federal Luis Miranda, o que demonstra a possível existência de conluio”, continuou a legenda.

“O PTB alega que o parlamentar levou à CPI instalada no Senado Federal uma narrativa diversa dos acontecimentos e infringiu o Código de Ética da Câmara dos Deputados. Portanto, deixa de cumprir a Constituição, desvalorizando as instituições, exercendo o mandato sem respeito à vontade popular, de má-fé e de maneira ímproba, além de desrespeitar a autoridade do Presidente da República.

Ao conversar com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada em 28 de junho, Bolsonaro disse que não tinha feito nada de errado.

“São 22 ministérios, não tenho como saber o que acontece, vou na confiança em cima de ministros e nada fizemos de errado”, falou.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou em 29 de junho que o Palácio do Planalto que suspenderia o contrato de compra da Covaxin.

Decidimos suspender [o contrato] para que uma análise mais aprofundada seja feita; por outro lado, Ministério da Saúde vai fazer apuração administrativa para verificar todos os aspectos da temática suscitada no final da semana passada”, disse Queiroga na época.

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