Promotor da Lava Jato do Peru pede prisão preventiva de Keiko Fujimori

A candidata à Presidência do Peru, Keiko Fujimori, é alvo de um pedido de prisão preventiva pela equipe da Lava Jato peruana. O promotor José Domingo Pérez, autor do pedido, alegou nesta 5ª feira (10.jun.2021) que ela teria entrado em contato com testemunhas do processo. As informações são do jornal El Comercio.

Keiko é acusada de lavagem de dinheiro, suborno e caixa 2. A promotoria a acusa de ter recebido US$ 1,2 milhão de forma irregular da Odebrecht no Peru durante as eleições de 2011 e 2016. Ela chegou a ser presa em janeiro de 2020, mas está em liberdade provisória.

Segundo Pérez, ela teria entrado em contato mais de uma vez com o deputado Miguel Torres Morales, que também é réu na Justiça peruana.

Keiko enfrenta o pedido de prisão nos momentos finais da eleição presidencial e em uma situação difícil para a sua campanha. A candidata do partido de direita Força Popular está perdendo a eleição para Pedro Castillo, do partido socialista Peru Livre.

Até as 10h18, desta 5ª feira (10.jun), com 99,1% das urnas contabilizadas, Castillo tinha 50,204% dos votos válidos, segundo o ONPE (sigla em espanhol para Escritório Nacional de Processos Eleitorais). Keiko tinha 49,796%. A diferença entre eles era de 71.455 votos.

Castillo está na frente na disputa desde 2ª feira (7.jun). Keiko alegou que o processo eleitoral continha fraudes. Observadores internacionais que acompanharam a eleição afirmaram que não houve irregularidades no pleito.

Na 4ª feira (9.jun), Keiko pediu à justiça eleitoral peruana que analisasse cerca de 500 mil votos, segundo o jornal El País.

Com a disputa acirrada no Peru, a ONPE espera a contagem de todos os votos para declarar quem será presidente. A votação foi no domingo (6.jun), mas a apuração ainda não foi concluída.

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