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Profissionais reforçam importância de acompanhamento regular e cuidados com higiene bucal

No dia 25 de outubro é comemorado em todo país o Dia Nacional da Saúde Bucal e também o Dia do Dentista. A data chama atenção para a importância do cuidado da saúde da boca e como ela reflete em todo o corpo. A Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, realizada com mais de 100 mil pessoas, identificou que apenas 49% dos entrevistados havia consultado o dentista no último ano. O Ministério da Saúde reforça que a higiene bucal adequada e a ida regular ao dentista diminui o risco de desenvolvimento de problemas de saúde.

Para contribuir com a missão de melhorar a saúde bucal dos brasileiros, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com equipes de Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) e na atenção hospitalar para toda população. Para acessar os serviços gratuitos de tratamento dentário basta procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A Atenção Primária é responsável pelo primeiro atendimento ao paciente, e pela resolução de mais de 80% dos problemas de saúde bucal. Nos casos em que é necessário o cuidado especializado, as equipes de saúde bucal realizam o encaminhamento aos centros especializados. São mais de 80 mil dentistas atendendo hoje pelo SUS, sendo mais de 53 mil atuando na Atenção Primária.

O Brasil é um dos poucos países no mundo que oferece esse cuidado como parte de um conjunto de ofertas universais e gratuitas. De acordo com a coordenadora-geral de Saúde Bucal da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Caroline Martins José dos Santos, a data  é motivo de comemoração, em razão dos avanços já alcançados, mas também traz como desafios a garantia ao acesso de qualidade para mais brasileiros, além da reorganização para a produção do cuidado em saúde bucal no contexto da pandemia. “É a oportunidade de celebrarmos os avanços que tivemos na produção do cuidado em saúde bucal e lembrarmos todos os benefícios que ele traz para a nossa saúde. Diante das dificuldades que assolaram todo o mundo este ano, mais do que nunca, pudemos conhecer a grandeza e diversidade do nosso SUS que, atua em todos os tipos de cuidado, ofertando na saúde bucal ações de promoção e prevenção, e ações assistenciais e de reabilitação da saúde bucal, como parte indissociável da saúde”, ressalta.

PROFISSIONAIS DE SAÚDE BUCAL

Os profissionais de saúde bucal no SUS formam um time que conta com dentistas, técnicos, auxiliares de saúde bucal e técnicos de prótese dentária: eles integram o conjunto de profissionais de saúde que batalham na defesa do bem-estar de toda a população. Neste ano completam 20 anos que as Equipes de Saúde da Família contam com profissionais de saúde bucal em sua composição e podem ofertar um cuidado mais completo a todos. Atualmente, cerca de 88 milhões de pessoas estão vinculadas a essas equipes e serviços, e a partir deles, podem usufruir de ações de promoção e prevenção em saúde bucal, realizar restaurações, raspagens, receberem próteses dentáriasconsultas de pré-natal odontológico e outros serviços, em todos os ciclos de vida.

A oferta ampliada e de qualidade a todos os brasileiros pode reduzir os problemas de saúde bucal e as consequências indesejáveis sobre a vida das pessoas. Nesta sexta-feira (23/10), por exemplo, o Ministério da Saúde credenciou mais 1.800 equipes para cobrir mais pessoas. Com a publicação, são quase 30 mil equipes aptas a ofertar o cuidado integral das pessoas. “Ampliando e acesso gratuito e universal, e contando com a conscientização de cada pessoa no cuidado com sua saúde bucal, poderemos reduzir os problemas de saúde bucal e os malefícios que eles podem gerar no rendimento escolar, na produtividade no dia a dia, na auto-estima e no bem-estar físico e mental como um todo”, frisa a coordenadora de saúde bucal.

E o tratamento odontológico vai muito além da estética. Um sorriso bonito, embora muito importante para a autoestima, precisa estar acompanhado de uma boa condição de saúde. Para a gerente do Centro de Especialidades Odontológicas de São José do Rio Preto, em São Paulo, Heloísa Amélia Garcia Amaral, o SUS conta com uma gama de profissionais habilitados e dedicados aos cuidados bucais da população “Os servidores do SUS são altamente qualificados, dedicados e bastante comprometidos e também usam a melhor tecnologia para este cuidado. Portanto oferecem um trabalho de qualidade e ainda sem custo algum para o paciente”, endossa.

Para ela, a premissa “a saúde começa pela boca” é defendida com vigor. “O principal alerta é que a população se conscientize que o sistema mastigatório começa pela boca, por isso a importância do autocuidado, de manter uma alimentação saudável, de controlar a frequência de ingestão de açúcares entre as refeições, além de cuidar da higienização dos dentes e da língua”, orienta. Além disso, as avaliações periódicas no dentista podem detectar precocemente lesões que podem ser um risco em potencial ao câncer de boca.

PREVENÇÃO

A melhor notícia é que passos simples no dia a dia podem contribuir para manter sempre um sorriso saudável. Confira algumas dicas:

– Eliminar a placa bacteriana por meio de escovação adequada e do uso do fio dental diariamente;

– Limpeza da língua, utilizando um raspador, a fim de retirar restos de alimentos; 

– Uso racional do açúcar evitando o consumo excessivo de doces; 

– Utilização adequada do flúor, com cremes dentais fluorados; 

– Evitar o uso de dentaduras ou próteses mal ajustadas; 

– Evitar o fumo e o consumo de bebidas alcoólicas; 

– Ir ao dentista regularmente.

PROBLEMAS BUCAIS MAIS COMUNS

– Cárie: lesão do dente provocada pela higiene inadequada, ingestão de doces e carboidratos ou, ainda, por complicações de outras doenças que diminuem a quantidade de saliva na boca. (Ex.: pessoas em tratamento quimioterápico ou radioterápico para o câncer).

– Lesões bucais e aftas: inchaços, manchas ou feridas na boca, língua ou lábios; podem ser provocadas por herpes labial, candidíase (sapinho) e próteses (dentaduras) mal ajustadas.

– Mau hálito: tem várias causas, dentre elas: higiene bucal inadequada (falta de escovação adequada e falta do uso do fio dental); gengivite; ingestão de certos alimentos como, alho ou cebola; tabaco e produtos alcoólicos; boca seca (causada por certos medicamentos, por distúrbios e por menor produção de saliva durante o sono); doenças sistêmicas como câncer, diabetes, problemas com o fígado e rins. A língua possui diversas papilas gustativas entre as quais se formam criptas, ou seja, saquinhos que retêm resíduos de alimentos, células descamadas que começam a fermentar, formando uma placa bacteriana esbranquiçada que aparece no fundo da língua, em direção à ponta, a chamada saburra lingual; essa é, sem dúvida, a principal causa do mau hálito.

– Gengivite: inflamação da gengiva provocada pela placa bacteriana, que causa muitas vezes inchaço e sangramento na gengiva.

– Placa bacteriana: é o conjunto de bactérias que coloniza a cavidade bucal. A placa bacteriana fixa-se principalmente nas regiões de difícil limpeza, como a região entre a gengiva e os dentes ou a superfície dos dentes de trás, provocando cáries e formação de tártaro.

– Tártaro: é a placa bacteriana endurecida na superfície dos dentes.

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