Produção de polpas de frutas segue firme em Mesquita

Em parceria com a prefeitura municipal, a Cooperativa dos Produtores Agropecuários de Mesquita segue firme na produção de polpas de frutas na cidade. Com 23 agricultores cadastrados, a COOPAMESQ utiliza o espaço da Agroindústria Familiar de Mesquita, em Santa Terezinha, para realizar todo o processo. Ali, eles estão preparados para produzir, embalar e comercializar polpas de nove frutas: manga, acerola, goiaba, abacaxi, jabuticaba, seriguela, maracujá, cajá e açaí.

A cooperativa está apta a produzir doces e geleias também. No entanto, a produção de polpas de frutas se mostrou mais vantajosa por conta da demanda maior. E, principalmente, pelo fato do fluxograma de produção ser mais curto e ter um custo menor”, explica Glauber Figueiredo, subsecretário municipal de Agricultura de Mesquita.

O processo de produção de polpas de frutas é mesmo bem ágil. Tudo começa quando os agricultores, depois da colheita, levam as frutas para a Agroindústria Familiar. Lá, elas são pré-higienizadas e também pré-selecionadas, separando as que não estão em condições apropriadas para o despolpamento, que são direcionadas à compostagem e, assim, se transformam em adubo para novas plantações. Então, o produto é pesado e posto em uma solução de hipoclorito a 2%, para sanitização, num processo que dura de 20 a 30 minutos. Em seguida, as frutas passam por uma mesa de lavagem, onde o excesso de hipoclorito é retirado.

Quando essa sanitização é concluída, as frutas com caroços maiores e duros são cortadas. Daí, elas são levadas à despolpadeira, uma máquina que separa cascas e sementes da polpa, resultando no produto final. Dali, as polpas são embaladas em sacos plásticos, congeladas e, assim, ficam prontas para a comercialização”, conta Fábio Vilas Bôas, engenheiro agrônomo da Prefeitura de Mesquita e responsável técnico da cooperativa.

Rendimento

Somando todas as fases de produção, desde o momento da pesagem até a hora de selar a embalagem, as polpas de fruta demoram cerca de 45 minutos para ficarem prontas. Cada fruta, no entanto, tem um rendimento diferente. A manga, por exemplo, chega a render 60% nesse processo. Ou seja, a cada 10kg da fruta, são feitos, em média, 6kg de polpa. Mas há opções mais vantajosas.

Com a goiaba, o rendimento chega a ser superior a 80%. Mas, por outro lado, temos frutas que rendem muito pouco. E cujas polpas, por isso, custam mais caro. É o caso do maracujá, por exemplo, que rende uns 30% só”, diz William Sampaio Mota, presidente da Cooperativa dos Produtores Agropecuários de Mesquita (COOPAMESQ).

Agricultores de Mesquita fornecem para CONAB

Agricultores cadastrados na Cooperativa dos Produtores Agropecuários de Mesquita já fornecem seus produtos para a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). A cooperativa foi contemplada pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em dois editais, nos valores de cerca de R$ 50 mil e de R$ 80 mil, respectivamente. A CONAB compra a produção de hortifrutigranjeiros dos cooperativados e encaminha ao Banco de Alimentos da própria Subsecretaria Municipal de Assistência Social de Mesquita e também ao Banco de Alimentos de Nova Iguaçu. Assim, em Mesquita, a SEMAS consegue distribuir essa produção às pessoas em situação de vulnerabilidade social, através dos CRAS, CREAS, Abrigos e outros equipamentos sociais. Além de polpas, os bancos de alimentos recebem limões, abacate, acerola, manga, batata doce, aipim, laranja, tangerina e caqui.

Manual de Boas Práticas de Fabricação de Alimentos”

Desde 2017, o governo de Mesquita trabalha no incentivo à agricultura familiar no município. Em abril de 2017, um curso de capacitação direcionado a 20 agricultores da Cooperativa dos Produtores Agropecuaristas de Mesquita (Coopamesq) e três técnicos da prefeitura foi realizado, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A ação resultou na elaboração do “Manual de Boas Práticas de Fabricação de Alimentos”, documento fundamental para que a cooperativa conquistasse o registro necessário para a comercialização das polpas e doces produzidos pelos agricultores. Isso a partir da certificação dos produtos junto à ANVISA e ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A falta do documento impedia que esses agricultores participassem de editais públicos – como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) – com produtos processados. O foco da capacitação promovida pela Embrapa Agroindústria de Alimentos foi em práticas de higiene e ferramentas de qualidade obrigatórias para estabelecimentos processadores de alimentos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: