Primeiro gerador de energia eólica produzido no país começa a funcionar em julho

O Brasil ganhou seu primeiro gerador de energia eólica produzido em território nacional. O aerogerador localizado no município de Tubarão, em Santa Catarina, é resultado de um projeto de pesquisa de 10 anos liderado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e tem capacidade para atender uma cidade com mais de 10 mil residências, segundo a Weg, empresa do setor metalúrgico responsável pela produção da maior parte das peças.

A montagem do equipamento foi concluída pela Engie, que iniciou os testes neste mês. A produção de energia deve começar no segundo semestre deste ano, mas ainda não há prazo definido para que o gerador seja conectado ao Sistema Interligado Nacional. “A contribuição para o sistema elétrico e para a população se dará a partir do momento em que for amplamente produzido e instalado, com ganho de escala e consequente benefício a todo o segmento de energia eólica”, explica Guilherme Ferrari, diretor de Novos Negócios, Estratégia e Inovação da Engie Brasil.

Os aerogeradores que compõem o Sistema Interligado Nacional costumam ser montados no Brasil, porém fabricados por multinacionais com base na Europa e nos Estados Unidos, que têm plantas espalhadas por diferentes países.  “Atualmente, a América Latina não conta com fornecedores regionais para as partes mais críticas do aerogerador. Por este motivo, o desenvolvimento da tecnologia e da cadeia de suprimento nacional é tão importante, pois reduzindo gargalos no fornecimento destes equipamentos e componentes”, destaca o executivo.

Também participaram do projeto as Centrais Elétricas de Santa Catarina, (Celesc), estatal que  destinou recursos para a fase final de desenvolvimento do equipamento, e a Aeris, empresa cearense que produziu as pás eólicas instaladas sobre a torre de mais de mil toneladas que estão no parque eólico da Engie.

O gerador tem capacidade de 4,0 MW até 4,4 MW de potência instalada, variando conforme a disponibilidade de vento. Em plena atividade, pode vir a atender uma cidade com 10.200 moradias populares, com consumo de até 150kWh/mês. Essa faixa de potência ainda está abaixo da oferecida pelos principais aerogeradores do mercado, que têm entre 4 MW e a 6 MW de potência e que hoje ocupam os parques eólicos do país.

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