Presidente do Equador declara ‘estado de exceção’ e toque de recolher em oito regiões para frear onda de Covid

Presidente do Equador, Lenín Moreno, declarou 'estado de exceção' e toque de recolher em oito regiões do país — Foto: Presidência do Equador / AFP

Presidente do Equador, Lenín Moreno, declarou ‘estado de exceção’ e toque de recolher em oito regiões do país — Foto: Presidência do Equador / AFP

O presidente do Equador, Lenín Moreno, declarou na noite desta quinta-feira (1º) “estado de exceção” por 30 dias em várias províncias do país, onde vivem cerca de 70% dos 17,4 milhões de habitantes do país, para conter o aumento das infecções por coronavírus. Ele também decretou toque de recolher entre 2 e 9 de abril, entre 20h e 5h.

“Assinei o Decreto 1.282 declarando o Estado de Exceção por 30 dias nas províncias de Pichincha, Guayas, Manabí, Azuay, Loja, Santo Domingo, El Oro e Esmeraldas, com toque de recolher de 2 a 9 de abril”, publicou o presidente em Twitter, onde anexou o respectivo decreto.

Haverá nove horas de restrição de mobilidade noturna nesses territórios, onde vivem cerca de 12 milhões de equatorianos.

Estado de exceção

Em situações de exceção, o Poder Executivo pode, desde que dentro dos limites constitucionais, tomar atitudes que limitem a liberdade dos cidadãos, como a obrigação de residência em localidade determinada, a busca e apreensão em domicílio, a suspensão de liberdade de reunião e associação e a censura de correspondência.

Um dia antes, na quarta (31), a vice-presidente María Alejandra Muñoz havia adiantado que o governo estudava aumentar as restrições de mobilidade com toques de recolher, para frear as infecções por coronavírus.

Eleições presidenciais

Ela afirmou ainda que as restrições não irão alterar “em hipótese alguma o processo eleitoral”, marcado para 11 de abril, quando será realizada a votação para a eleição do sucessor do presidente Lenín Moreno.

Na quarta, o Equador registrava 330.388 casos de covid-19 desde o início da pandemia, incluindo 16.877 mortes.

O porto de Guayaquil, no sudoeste do país, com 2,7 milhões de habitantes, um dos primeiros focos da pandemia na América Latina, decidiu, entre outras medidas, proibir a circulação noturna de veículos por 10 horas. Lá, os casos de covid-19 aumentaram 15% em março em relação a fevereiro, segundo dados oficiais. Há um ano, no pior momento da pandemia, seu sistema de saúde e funerário entrou em colapso.

A capital Quito, com o maior número de casos positivos para a doença – superior a 106 mil -, mantém restrições ao tráfego de veículos durante o dia. E antes do feriado da Páscoa, outros municípios equatorianos concordaram em fechar as praias para impedir uma nova onda de Covid-19.

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