Presidente de comissão manobra e evita provável derrota do voto impresso

O presidente da comissão especial da Câmara que analisa a restituição do voto impresso, Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), encerrou reunião auto-convocada do colegiado nesta 6ª feira (16.jul.2021) sem que o texto fosse votado.

Martins é favorável ao projeto. Ao longo da sessão houve ao menos 2 indícios de que a tendência era de rejeição da proposta.

O presidente do colegiado alegou que era preciso dar mais tempo ao relator, Filipe Barros (PSL-PR), para analisar sugestões de deputados e fazer alterações no texto. Em seguida, encerrou a reunião.

Opositores da proposta do voto impresso são maioria no colegiado e tentam reverter a decisão para votar ainda nesta 6ª. Se não conseguirem, a discussão deve fica para depois do recesso do Legislativo, que acaba no começo de agosto.

“Picareta!”, gritou Arlindo Chinaglia (PT-SP). “Isso é palhaçada”, disse Fernanda Melchionna (Psol-RS). Os opositores do projeto dizem que o prazo para Barros fazer alterações no projeto já está esgotado.

SINAIS DE DERROTA

Requerimento de Orlando Silva (PC do B-SP), requereu inversão de pauta para que a proposta fosse votada mais rapidamente. Ganhou por 19 votos a 10. Caroline de Toni (PSL-SC) pediu que o projeto fosse retirado de pauta e perdeu por 22 a 12.

O voto impresso é uma pauta bolsonarista. A autora é Bia Kicis (PSL-DF) e o relator, Filipe Barros (PSL-PR). O presidente da República já chegou a dizer que talvez não haja eleição caso as cédulas físicas não sejam adotas em 2022, fala que causou reação de diversos setores da polícia.

Fora do campo bolsonarista a ideia tem pouco apoio. Cúpulas de partidos se mobilizaram para derrotar o projeto na comissão especial, antes de checar ao plenário. Integrantes do colegiado favoráveis ao projeto foram substituídos por outros contrários.

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