Premiê interino do Haiti, Claude Joseph, diz que deixará o cargo

Premiê Claude Joseph em entrevista coletiva na sede do governo em Porto Príncipe em 13 de julho de 2021 — Foto: Ricardo Arduengo/Reuters/Arquivo

O primeiro-ministro interino do Haiti, Claude Joseph, disse nesta segunda-feira (19) que deixará o cargo em entrevista ao jornal americano “The Washington Post”.

A informação também foi confirmada pelo “The New York Times” com o ministro das eleições do país caribenho, Mathias Pierre, quem afirmou que Ariel Henry será o sucessor de Joseph.

O governo haitiano não havia publicado nenhuma confirmação oficial sobre a saída do premiê até a última atualização desta reportagem.

O primeiro-ministro interino ficou à frente do governo do Haiti após a morte do presidente Jovenel Moïse, em 7 de julho.

Segundo fontes do governo, Ariel Henry deve ocupar o cargo a partir desta terça-feira (20). Médico de 71 anos, ele foi indicado pelo presidente Moïse dois dias antes do assassinato.

A agência de notícias France Presse informou, citando fontes governamentais, que Claude Joseph passará a ocupar o cargo de ministro das Relações Exteriores.

Assassinato do presidente haitiano

Jovenel Moïse foi morto em 7 de julho por homens armados que invadiram sua casa em um ataque que, segundo as autoridades, envolveu haitianos, haitianos-americanos e ex-soldados colombianos.

No mesmo dia em que o presidente foi morto e a primeira-dama Martine ficou ferida, as autoridades haitianas iniciaram uma perseguição contra o grupo supostamente responsável pelo assassinato.

A polícia informou que, após um confronto que durou até a noite, conseguiu prender 18 ex-militares colombianos, os quais acusou de cometer o assassinato de Moïse.

Três outros supostos mercenários colombianos foram mortos, enquanto cinco conseguiram escapar e ainda estão foragidos.

O chefe da Polícia Nacional do Haiti, Léon Charles, anunciou que o médico haitiano radicado na Flórida Christian Emmanuel Sanon também foi preso como suposto mentor da conspiração, na qual o senador John Joel Joseph, atualmente foragido, teria tido papel crucial.

O chefe de segurança de Moïse, Dimitri Herard, e outro haitiano-americano, James Solages, também foram presos.

A Polícia colombiana identificou na sexta-feira (16) um ex-funcionário do Ministério da Justiça do Haiti como a pessoa que deu a ordem para que os mercenários cometessem o assassinato.

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