Prefeitura do Rio restaura escultura de Iemanjá em Sepetiba

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva), comemorou nesta segunda-feira (05/07) o aniversário de 454 anos de Sepetiba, na Zona Oeste, devolvendo à população a escultura de Iemanjá que fica na Praia do Recôncavo. Instalada sobre uma pedra dentro d’água, a imagem atrai turistas e os devotos da Rainha do Mar. Todo ano, no dia 2 de fevereiro, é realizada no local uma grande festa em honra da divindade de matriz africana, considerada a protetora da pesca e mãe de todos os orixás.

A cerimônia de entrega contou com a presença da secretária de Conservação, Anna Laura Secco; do subprefeito da Zona Oeste, Edson Menezes; da subsecretária de Cultura, Ericka Gavinho; de Mãe Flávia de Oxum, responsável pelo evento Presente de Iemanjá em Sepetiba, e de outros representantes de religiões afro-brasileiras. Durante o evento, houve canto e dança em homenagem à Rainha do Mar, ao som de atabaques.

A secretária Anna Laura Secco ressaltou a importância de preservar esculturas como a de Iemanjá, que fazem parte do patrimônio carioca. – Conservar os monumentos é resgatar a história da nossa cidade. É um prazer entregar essa peça em uma data tão emblemática para Sepetiba. Não podemos falar do Rio de Janeiro sem falar de Iemanjá – afirmou.

O subprefeito Edson Menezes enfatizou o aspecto plural da atual gestão da Prefeitura. – Vamos olhar por todos os moradores, de todos os credos – garantiu.

Já a subsecretária Ericka Gavinho destacou que não se pode dar espaço para o obscurantismo e o preconceito. – Não reconhecer a força das religiões de matriz africana é não reconhecer nossa cultura – observou.

Durante o evento, houve canto e dança em homenagem

Para executar a restauração, a Gerência de Monumentos e Chafarizes, vinculada à Seconserva, chamou o artista Lucas Ururah, de 33 anos, nascido e criado em Sepetiba. Fundador do projeto Mariscarte, que usa as artes visuais para resgatar a memória local, Lucas tem uma ligação forte com a imagem da Praia do Recôncavo.  – Venho de uma família espírita e respeito muito Iemanjá, que sempre esteve presente na minha vida – explica. – Além de ser minha primeira referência em escultura, é um símbolo do bairro, como se fosse o nosso Cristo Redentor. É um lugar de muita energia e fé – acrescentou.

O serviço durou cerca de 15 dias e incluiu o conserto de rachaduras que marcavam a peça, feita em argamassa armada policromada, bem como o tratamento do ferro que sustenta o conjunto. Foram aplicadas novas camadas de cimento e tinta, além de terem sido produzidos moldes para confeccionar as mãos da imagem, que haviam quebrado. Durante o trabalho, teve-se que levar em conta o movimento das águas do mar, porque para chegar até a escultura é necessário aproveitar a maré alta e usar um barco.

O entorno do monumento também recebeu melhorias, com a recuperação das pedras portuguesas do calçadão e do piso intertravado de blocos de concreto. Para complementar a ação, que teve o apoio da Comlurb e da RioLuz, houve a revitalização dos brinquedos, a recuperação dos bancos, a pintura dos postes e a implementação de nova iluminação. A escultura de Iemanjá ganhou ainda mais destaque com a instalação de um refletor especial.

O oratório de São Jorge, que fica no calçadão da Praia do Recôncavo, recebeu limpeza na pedra frontal, pintura dos cavaleiros de Deus e a revitalização do jardim ao seu redor.

Conservação fez manutenção das pedras portuguesas

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