Prefeitura do Rio debate Vulnerabilidades Sociais em Audiência Pública para o Plano Diretor

A ausência ou insuficiência de ativos, como acesso à saúde, moradia e outros, que deveriam estar disponíveis a todos os cidadãos e que caracteriza as vulnerabilidades sociais foram discutidas ontem (08/06) em Audiência Pública realizada pela Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano. A audiência, feita através do aplicativo Zoom, com transmissão ao vivo pelo Youtube, é parte do processo de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentável da cidade.

O Secretário de Planejamento Urbano, Washington Fajardo, iniciou o debate homenageando a jovem grávida Kathlen Romeu, morta ontem após operação policial no Complexo do Lins. Segundo o secretário, o Plano Diretor não responde a todos os dilemas da cidade, mas é um caminho de auxílio para a redução de riscos. “O ordenamento territorial parece uma utopia de urbanistas, mas ele tem um princípio social que é responder à grande questão por trás da experiência da humanidade, a partir do momento que ela inventou cidades, ou seja, responder como as pessoas podem viver juntas em um ambiente urbano”.

Edson Diniz, presidente da Redes da Maré, apontou a necessidade do Plano Diretor tratar a desigualdade estrutural do Rio de Janeiro. “A gente vive em uma cidade fragmentada em territórios muito desiguais. Tragédias, como a de hoje, acontecem nas favelas e a gente vai naturalizando. É preciso quebrar essa naturalização”.  O Secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz afirmou que, durante muito tempo, a saúde ficou fora da discussão de planejamento urbano da cidade. “É necessário que a gente utilize as informações de saúde para  planejar quais são os pontos da cidade mais expostos à questões como violência e acidentes. Um dos aspectos que precisa ser debatido no Plano Diretor é a necessidade de tornarmos mais saudáveis as opções de vida das pessoas”.

A questão da vulnerabilidade habitacional foi abordada pela Subsecretária de Habitação da SMH, Marcela Abla. Para ela, o Plano Diretor deve consolidar eixos de enfrentamento às necessidades habitacionais. “Estamos entrando em uma fase de planejamento da cidade pós-pandemia. A produção habitacional precisa ganhar uma escala mais real de enfrentamento ao tamanho do problema. Assistência, assessoria técnica e melhorias habitacionais que possam minimizar riscos em edificações já consolidadas nas áreas vulneráveis”.

Na próxima semana serão realizadas Audiências Públicas Regionais

Hoje (09), às 19 horas, será realizada a última audiência temática, completamente online, sobre Economia Urbana. Na semana que vem, acontecerão as Audiências Públicas Regionais, todas com início às 19 horas e que serão híbridas, ou seja, presenciais e remotas. Para participação presencial, é necessária inscrição prévia, devido à capacidade de cada local. As inscrições podem ser feitas até o dia 10/06  e são preferenciais para as entidades e moradores de cada região.

Confira o calendário:

14/06 – Sala Cecília Meireles – Área de Planejamento 1 (AP1): Centro, Lapa e Região Portuária.

15/06 – Planetário da Gávea –  Área de Planejamento 2 (AP2): Zona Sul e Grande Tijuca.

16/06 –  Parque de Madureira –  Área de Planejamento 3 (AP3): Zona Norte.

17/06 –  Cidade das Artes – Área de Planejamento 4 (AP4): Barra, Jacarepaguá e Vargens.

18/06 –  Centro Esportivo Miécimo da Silva – Área de Planejamento (AP5): Campo Grande, Santa Cruz, Bangu e demais bairros da Zona Oeste.Para mais informações sobre endereços e inscrições, acesse https://linktr.ee/planodiretor.rio.

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