Prefeitura de Volta Redonda reforça combate à Covid e triplica oferta de leitos de UTI para pacientes

Além da ampliação, unidades de atendimento tiveram horário de funcionamento estendido e mais de 20 mil doses da vacina já foram aplicadas 

Nesta sexta-feira, dia 12, a Prefeitura de Volta Redonda confirmou que triplicou desde janeiro a oferta de leitos de UTI para pacientes de Covid-19. De cinco disponíveis encontrados na rede, a partir de agora serão 15. A medida é uma estratégia em parceria com a iniciativa privada. Antes, havia uma concentração dos poucos leitos no Hospital São João Batista. Além da ampliação de vagas de tratamento intensivo, as unidades de saúde tiveram seus horários de funcionamento estendidos. Essas ações fazem parte das medidas adotadas pelo governo no combate à pandemia.

A mobilização que permitiu o salto na oferta de leitos faz parte das estratégias adotadas em atenção à doença pela atual administração. Mesmo antes de assumir, diversas variáveis estão sendo estudadas e aplicadas para que Volta Redonda ofereça investimento em suporte médico de qualidade no atendimento aos pacientes.

Além dos leitos de UTI, a prefeitura disponibiliza atualmente 24 leitos clínicos para pacientes com Covid; 18 no Hospital do Retiro e seis no Cais do Aterrado e, até o momento, não há a necessidade de ampliação desse atendimento.

Mais leitos

A intenção é que os atendimentos sejam ampliados ainda mais com a criação de 30 novos leitos de UTI e UI (Unidade Intermediária) no campus Leonardo Mollica, da FOA/UNIFOA, anexo ao Hospital Munir Rafful, no Retiro. São 18 leitos de UTI e 12 de UI, especificamente para pacientes de Covid-19. No entanto, uma série de dificuldades herdadas da antiga administração dificultou o trabalho, como explicou a secretária municipal de Saúde, Maria da Conceição de Souza Rocha.

“Os números de equipamentos apresentados pela gestão anterior não correspondiam à realidade do que encontramos no hospital. Diante disso, além da obra que já tínhamos previsto, precisamos buscar outros equipamentos em condição de atender e refazer a usina de oxigênio instalada anteriormente, porque não atendia às especificações do protocolo de atendimento ao paciente com Covid. Pela situação do país, há uma nítida dificuldade em comprar e receber esses equipamentos em tempo hábil. Vale ressaltar que não estamos parados diante deste cenário e agora anunciamos essa ampliação de leitos”, disse a secretária, citando que vem negociando a aquisição de equipamentos de alta complexidade como respiradores, monitores, além de macas e camas elétricas e outros aparelhos.

Vacina e máscaras no combate à doença

Volta Redonda ultrapassou esta semana a marca de 20 mil doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas. Junto ao calendário vacinal, que segue as orientações e distribuição do Ministério da Saúde, a prefeitura adotou uma série de medidas de prevenção. A vacinação está sendo realizada nas 46 unidades de saúde. A estratégia de descentralizar o serviço foi pensada para evitar aglomerações e possibilitar o atendimento, sobretudo, aos idosos, com intuito de atendê-los mais próximo de suas residências.

“A intenção é fazer o serviço chegar aonde há maior dificuldade, ou seja, nas áreas de vulnerabilidade. O território é o lugar mais importante quando falamos de atenção primária. Tem que fazer a unidade de saúde perto da casa da pessoa funcionar, para que ela chegue nela a pé. Quando descentralizo a vacinação, dou igualdade para todo mundo, equidade”, disse Conceição, ressaltando a importância da estratégia de “pulverizar” a vacinação. 

Ainda de acordo com a secretária, as equipes da pasta fazem a programação seguindo o cadastro realizado por meio das unidades de saúde e pelo portal da prefeitura.

“Nós iniciamos o controle de previsão de doses com os dados das unidades de saúde, mas como estavam defasados pela falta de atualização nos últimos anos, tivemos que fazer essa revisão. A partir disso, e baseado também nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), conhecemos nosso público, planejamos a vacinação, mas infelizmente devido a pouca distribuição das doses pelo Governo Federal não avançamos como gostaríamos”, explicou Conceição.

Além da vacinação, outra medida que tem ajudado a conter o avanço da doença no município é o uso de máscara e as medidas de prevenção. Por isso, desde janeiro, a Prefeitura de Volta Redonda tem intensificado a fiscalização nas ruas por meio da “Patrulha pela Vida”, da Guarda Municipal. A campanha de conscientização alerta a população para o uso da proteção facial, a higienização das mãos e busca ainda coibir aglomerações, bem como respeito aos itens de prevenção ao vírus constante nos decretos.

“As ações integradas propiciam atenuar a propagação da Covid-19, evitando também a sobrecarga dos serviços de saúde. Precisamos desse cumprimento por parte de cada estabelecimento, orientando seus funcionários, estando atento aos seus clientes na colaboração para a diminuição da transmissão, respeitando o uso de máscaras, o distanciamento, a higienização e não permitindo as aglomerações”, destacou o comandante da Guarda Municipal, João Batista dos Reis.

Ampliação do atendimento

A partir da próxima segunda-feira, dia 15, mais 12 Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) vão começar a atender os casos suspeitos de Covid-19, são elas nos bairros Eucaliptal, São Lucas, Belmonte, Água Limpa II, Roma II, Retiro I, Açude I, Vila Brasília, Vila Rica (Três Poços) e Santa Cruz que funcionarão das 7h às 17h. E as unidades dos bairros Vila Rica (Tiradentes) e Santo Agostinho abertas das 7h às 19h.

Além dessas, o município conta com cinco polos referência, no bairro 249, São João, Vila Mury, Volta Grande e Siderlândia. O funcionamento dessas unidades é de 7h às 22h, de segunda a sexta-feira, e das 7h às 19h, aos sábados e domingos; com exceção para a UBSF Siderlândia que fica aberta apenas em dias de semana, no horário das 7h às 19h.

As novas unidades foram preparadas para atender de forma segura tanto os pacientes com suspeita de Covid quanto os demais. Elas farão a coleta de material para testes RT-PCR (detecção direta do vírus em secreção respiratória por meio de um swab nasal) e TR (exame de sangue para detectar anticorpos para os vírus Sars-CoV-2) e encaminhará o paciente aos serviços de maior complexidade, caso necessário.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: