Prefeitura de Petrópolis assume administração de leitos de UTI covid no HCC

Diário de Petrópolis

A prefeito interino assinou nesta sexta-feira (2) decreto municipal requisitando todos os leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19 do Hospital Clínico de Corrêas. A unidade passa a funcionar imediatamente como unidade de apoio do município no combate ao coronavírus. Com a requisição, o governo municipal passa a gerenciar os leitos, incluindo o espaço físico, a infraestrutura e os recursos humanos já contratados direta ou indiretamente pelo hospital.

O hospital tem, atualmente, 11 leitos de UTI pactuados com o município, que estavam bloqueados em função de questões administrativas ou da falta de insumos, além de outros que podem entrar em operação. Segundo informações da Secretaria de Saúde, dos leitos pactuados, 10 já começam a operar neste fim de semana com insumos próprios do município e outros 10 podem ser ativados com a chegada de novos materiais (já solicitados ao Governo do Estado) e reorganização e/ou contratação de equipes.

O prefeito lembrou que o município está muito perto da capacidade de ampliação da rede. “Estamos abrindo mais leitos para garantir os atendimentos, apoiando inclusive a rede privada, mas vamos chegar a um momento em que não haverá mais para onde expandir a rede. Não haverá mais equipamentos, nem insumos, nem médicos. Já estamos, todos, hospitais públicos e privados, operando com estruturas extras”, frisou.

Com o desbloqueio dos leitos do Hospital Clínico de Corrêas, o município volta a contar com essa estrutura para internação de pacientes com covid-19 em estado grave. Segundo Aloisio Barbosa, além dos 10 leitos que estão sendo reativados e os outros 10 que podem ser abertos com a chegada de insumos e reforço de pessoal, há, ainda, área física suficiente para acomodar mais 20 pacientes. Não há, no entanto, equipamentos nem equipes para ativar estes leitos neste primeiro momento.

“O hospital ainda tem infraestrutura física para montagem de mais 20 leitos, mas, para que sejam utilizados, será preciso organizar estrutura, conseguir equipamentos e garantir mais insumos. Também vamos precisar reforçar o quadro de pessoal (especialmente médicos), tarefa que tem sido um tanto complicada em todo o Estado. Nossa maior preocupação, neste momento, é garantir a assistência necessária àqueles que precisam”, finalizou o secretário de Saúde.

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