Prefeitura de Guapimirim luta contra violência doméstica

A Prefeitura de Guapimirim, através da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH), está empenhada em favor da não violência contra a mulher, nesse período de pandemia. Os equipamentos, voltados para esse tipo de atendimento, continuam funcionando e ofertando serviços às mulheres vítimas.

Tanto a Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher, quanto o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Vítima de Violência de Guapimirim (CRAM), criados em dezembro de 2019, vem desenvolvendo atividades para fortalecer a rede de apoio feminina e empoderar as mulheres em todos os sentidos.

“Em nossos equipamentos, buscamos sempre ofertar o melhor para a população de Guapimirim. Temos profissionais capacitados para auxiliar a mulher vítima de violência de forma assistencial, com orientação psicológica e até encaminhamento jurídico”, disse Flávia Gomes, subsecretária Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

De acordo com dados do CRAM, desde em março, início do isolamento social, cerca de 130 atendimentos foram realizados por telefone, via aplicativo de mensagens ou de forma presencial, em casos de emergência.

“Mesmo nesse momento de quarentena, não deixamos de exercer nossas atividades”, afirmou Danielle de Carvalho, coordenadora Municipal do CRAM. “Entendemos que em período de isolamento social, as mulheres, que vivenciam situações de violência doméstica e familiar, ficam ainda mais expostas aos agressores. Nosso trabalho consiste em contribuir para o rompimento do ciclo de violência, orientando-as sobre seus direitos e rede de apoio”, completou.

Segundo Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, no Brasil, houve um aumento de 50% nos casos de violência doméstica, por conta do isolamento social. Fato observado, devido ao confinamento de muitas mulheres com seus possíveis agressores.

Para Andrea Couto, coordenadora Municipal de Políticas Públicas para a Mulher, é importante que todos exerçam o seu papel de cidadão nesse momento. “A rede de proteção à mulher não deve ser composta exclusivamente pelo Poder Público. Ao presenciar uma situação de violência, por exemplo, temos que ligar para o 190 e alertar a polícia. Esse gesto simples pode salvar uma vida. Não podemos nos calar. É preciso que cada mulher saiba que ela não está sozinha”, destacou.

Sendo assim, para denunciar violência doméstica, basta ligar para a Polícia Militar (190) ou para a Central de Atendimento à Mulher (180), e por meio do (21) 2020 – 9624, a mulher violentada recebe atendimento assistencial e orientação psicológica com o CRAM. Já no site da Polícia Civil (dedic.pcivil.rj.gov.br), o registro de ocorrência pode ser realizado virtualmente. Se preferir, as delegacias permanecem abertas para atender, presencialmente, os crimes graves com incidência da Lei Maria da Penha.

Cabe ainda ressaltar que Gestão, por meio da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher está elaborando — em parceria com a sociedade, Conselho da Mulher e Poder Público local — o Plano Municipal de Políticas Públicas. Um dos objetivos deste documento é propor medidas que promovam o direito da mulher no pós-pandemia, seja no mercado de trabalho, na cultura, na educação, na saúde e em diversas outras áreas onde haja desequilíbrio de gênero.

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